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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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Bailey Bass quer que fãs notem a mensagem de ‘Avatar’ — e não só a ação

Em entrevista a Vejinha, atriz americana, que interpreta Tsireya, ressalta temas como igualdade social e religiosa na saga

Por Mattheus Goto
19 dez 2025, 08h00 •
Bailey Bass, a Tsireya em 'Avatar: Fogo e Cinzas'
Bailey Bass, a Tsireya em 'Avatar: Fogo e Cinzas' (20th Century Studios/Divulgação)
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  • A saga épica de James Cameron retorna aos cinemas para o terceiro capítulo. Avatar: Fogo e Cinzas segue um caminho levemente diferente em comparação aos dois filmes anteriores.

    Além da rivalidade entre Na’vis e humanos, apelidado de Povo do Céu, uma vilã nativa de Pandora ameaça a harmonia: Varang (Oona Chaplin), líder de um grupo de saqueadores, o Povo das Cinzas, que destrói uma caravana de Comerciantes do Vento. Entre alianças e novas armas, ela declara uma guerra contra a família de Jake Sully (Sam Worthington) e Neytiri (Zoë Saldaña) e as tribos da água.

    Personagem queridinha dos fãs, Tsireya (Bailey Bass), do Povo da Água, retorna no novo longa, para reforçar a luta contra os antagonistas. Em entrevista a Vejinha, a atriz americana de 22 anos que interpreta a personagem destaca a mensagem da saga e diz que “fica irritada” quando os espectadores só falam sobre a ação e deixam de lado a mensagem.

    Confira a seguir trechos da conversa com Bailey Bass.

    Por que acha que os fãs gostam tanto da Tsireya?

    Para ser honesta, eu vejo umas montagens no TikTok e parece que eles acham ela bonita, a forma como ela nada, as minhas covinhas. Mas também acho que se identificam com a bondade, a gentileza e a imaginação dela. Estar no set de Avatar me ensinou a não ter falas em uma cena e estar presente. Acho que os fãs apreciam a sutileza dela também.

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    Que temas do filme mais ressoam em você?

    Eu me identifico muito com a forma como esses filmes falam sobre trauma e como ele pode nos marcar para sempre. Todos os personagens passam por diferentes versões de trauma e vemos como eles agem de forma errada e, claro, lidam com isso. Como seres humanos, precisamos passar por isso e tomar decisões quando estamos desconfortáveis.

    Nas palavras de James Cameron, “este é um filme sobre uma família que tenta entender o que significa estar em guerra”. Qual a importância de um filme com essa mensagem no momento que estamos vivendo?

    Já conversei com ativistas que lutam pelo meio ambiente e contra o genocídio sobre isso. Avatar claramente se importa com família, união, igualdade racial e religiosa, acredita que guerra não deveria estar acontecendo. Que é ridículo e continua a ferir pessoas. Muitas pessoas veem apenas a ação do filme, e não a vulnerabilidade. Fico irritada com isso. No final do dia, só temos um ao outro. Espero que as pessoas estejam receptivas à mensagem para nos olhar como iguais.

    Publicado em VEJA São Paulo de 19 de dezembro de 2025, edição nº 2975

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