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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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Série ‘Ângela Diniz’ mostra agruras de país profundamente misógino

‘Ângela Diniz: Assassinada e Condenada’ vai além de um true crime comum com Marjorie Estiano no papel principal e direção de Andrucha Waddington

Por Mattheus Goto
8 jan 2026, 14h00 • Atualizado em 8 jan 2026, 20h31
Marjorie Estiano na pele de Ângela Diniz: mulher de espírito livre
Marjorie Estiano na pele de Ângela Diniz: mulher de espírito livre (Laura Campanella/HBO Max/Divulgação)
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  • O caso de assassinato que revoltou o Brasil é dissecado e devidamente contado na série Ângela Diniz: Assassinada e Condenada, disponível na HBO Max.

    A história da socialite mineira (1944-1976), baleada com quatro tiros pelo companheiro Raul Fernando do Amaral Street, conhecido como Doca Street, voltou a entrar no radar de discussões com o podcast Praia dos Ossos, da Rádio Novelo, de 2020.

    Agora, vemos uma representação visual dos fatos desde poucos anos antes do seu assassinato em uma casa em Armação dos Búzios, até o julgamento controverso e emblemático do crime no tribunal.

    O playboy Doca Street chegou a ser inocentado em um primeiro momento, pela tese de “legítima defesa da honra”, que transformava Ângela em culpada pela própria morte. A decisão ocasionou uma série de movimentos feministas na época.

    A produção dirigida por Andrucha Waddington não tem a pegada de um true crime comum, como as séries Tremembé (2025) ou A Menina Que Matou os Pais (2024), que espetacularizam e involuntariamente vangloriam os criminosos.

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    A atenção é dada ao lado da vítima, num intuito de reparação histórica e enaltecimento da figura de espírito livre, que desafiou os padrões impostos às mulheres.

    O caso mostra as agruras de um país profundamente misógino e machista e a série relembra a importância da luta infindável e onipresente do feminismo.

    NOTA: ★★★☆☆

    Publicado em VEJA São Paulo de 9 de janeiro de 2025, edição nº 2977

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