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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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‘Anaconda’: Selton Mello rouba a cena com personagem peculiar

Remake metalinguístico diverte com ator brasileiro, Jack Black e Paul Rudd no elenco, mesmo com estilo por vezes desgastado

Por Mattheus Goto
25 dez 2025, 08h00 •
Selton Mello e Paul Rudd em 'Anaconda'
Selton Mello e Paul Rudd em 'Anaconda' (Sony Pictures/Divulgação)
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  • Não é um remake, não é uma continuação, é uma “sequência espiritual”: o novo Anaconda quer replicar a essência do original, de 1997, com uma história diferente. O longa de Tom Gormican mergulha fundo na metalinguagem, uma tendência entre as comédias de Hollywood, que funciona bem em alguns momentos — apesar dos sinais de desgaste nesse estilo de humor.

    O elenco é estrelado, com Jack Black, Paul Rudd, Steve Zahn e Thandie Newton nos papéis de quatro amigos que, em crise de meia-idade, decidem refazer o filme favorito da juventude. Mas quem chama atenção do público brasileiro é Selton Mello, na pele de Carlos Santiago, um domador de cobras que orienta e auxilia o grupo na viagem pela Amazônia.

    O personagem já seria engraçado por si só, por ser uma figura peculiar, mas o ator brasileiro aproveita todo o potencial. A estranha e devota paixão do sujeito pelas serpentes gera gargalhadas.

    Jack Black e Paul Rudd: melhores amigos em aventura na Amazônia
    Jack Black e Paul Rudd: melhores amigos em aventura na Amazônia (Divulgação/Divulgação)

    A aventura fica ainda mais perigosa quando uma verdadeira anaconda sai pela floresta e garimpeiros ilegais colocam vidas em risco em prol de interesses próprios.

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    A escalação da portuguesa Daniela Melchior, uma boa atriz, poderia ter sido mais explicada ou endereçada — como uma reflexão sobre a colonização portuguesa no Brasil — mas fica parecendo aleatória, pelo sotaque diferente.

    Nota-se também que o roteiro, obviamente escrito em inglês, fica engessado nas falas em português, exceto no caso de Selton — que certamente deve ter dado um toque ao diretor para deixá-las mais naturais. A participação especial que aparece no final e a cena pós créditos são sensacionais.

    NOTA: ★★★☆☆

    Publicado em VEJA São Paulo de 26 de dezembro de 2025, edição nº 2976

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