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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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‘A Voz de Hind Rajab’ escancara realidade desumana na Palestina

Forte concorrente do Brasil ao Oscar de melhor filme internacional narra caso de menina de 6 anos presa em um carro em perigo

Por Mattheus Goto
29 jan 2026, 19h00 • Atualizado em 30 jan 2026, 00h36
Rana (Saja Kilani): em chamada com Hind Rajab
Rana (Saja Kilani): em chamada com Hind Rajab (Divulgação/Divulgação)
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  • Um filme como A Voz de Hind Rajab vai além do que uma nota em uma crítica. Até podemos analisá-lo pela perspectiva técnica, mas o conteúdo nele exposto é urgente como um grito desesperado por ajuda — e a isso não cabe julgamento.

    Após assistir ao longa da diretora tunisiana Kaouther Ben Hania, é inevitável se guardar ao silêncio, não só de luto, mas de consternação pela injustiça da história e de compreensão dos próprios privilégios. O concorrente do Brasil ao Oscar na categoria de melhor filme internacional, remonta fatos reais e faz questão de jogar a dura e fria realidade na cara do espectador.

    Esta é a história real de Hind Rajab, menina de 6 anos cuja família é assassinada dentro de um carro na Faixa de Gaza, na Palestina. Ela é a única que sobrevive a um ataque do exército israelense e está escondida, em contato telefônico com voluntários da organização Crescente Vermelho.

    Acompanhamos horas de negociações de Mahdi (Amer Hlehel) para a definição de uma rota segura para o envio de paramédicos, enquanto Omar (Motaz Malhees), Rana (Saja Kilani) e Nisreen (Clara Khoury) tentam tranquilizar a garota e mobilizar alguma atitude de autoridades por meio das redes sociais.

    A câmera, sempre próxima aos rostos dos atores, nos leva a sentir a angústia e a frustração do trabalho, diante de tantas tentativas sem sucesso. Um jogo inteligente de luzes e enquadramento coloca personagens em diferentes planos no mesmo quadro, para dar a noção de simultaneidade e tensão generalizada.

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    Mas, acima de tudo, a inserção de imagens e áudios originais surpreendem como um choque. A dramatização é quase exata. O longa toca no âmago da humanidade, que é — ou pelo menos deveria ser — a empatia pelas crianças, e denuncia o que está acontecendo na Palestina.

    É uma obra essencial, pois não há como agir com normalidade diante de tamanha crueldade que pessoas como nós vivem do outro lado do mundo.

    Se há uma mensagem otimista que é possível tirar de toda a história é que: enquanto houver esperança, há a possibilidade de superar barreiras geopolíticas pelo bem maior. Um trabalho excepcional da cineasta.

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    NOTA: ★★★★☆

    Publicado em VEJA São Paulo de 30 de janeiro de 2025, edição nº 2980

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