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Filmes e Séries - Por Mattheus Goto

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‘A Única Saída’ dança com o absurdo para ironizar a máquina capitalista

Park Chan-wook exibe mais uma vez sua genialidade em longa esnobado do Oscar 2026

Por Mattheus Goto
23 jan 2026, 08h00 • Atualizado em 23 jan 2026, 16h32
Yoo Man-soo (Lee Byung-hun), protagonista desempregado de 'A Única Saída'
Yoo Man-soo (Lee Byung-hun), protagonista desempregado de 'A Única Saída' (CJ ENM/Divulgação)
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  • Park Chan-wook tem apetite e aptidão para thrillers audaciosos, com abordagens inesperadas, enigmas opacos e um constante subtom de crítica social. Em A Única Saída, o cineasta sul-coreano adiciona toques de humor e cria uma engrenagem implacável para demonstrar a impiedade do sistema capitalista.

    O filme leva o espectador a rir com uma história que toca em um dos lugares mais sensíveis do ser humano moderno: o bolso. Man-Soo (Lee Byung-hun) é um homem de meia-idade elogiado e bem pago no seu trabalho, em uma empresa de papel, onde atua há 25 anos. A vida perfeita, morando em uma casa luxuosa com esposa, filha e enteado, desmorona quando a companhia é vendida para uma multinacional norte-americana e ele é demitido.

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    Filha e esposa de Man-Soo: poupadas da crise e do crime (CJ ENM/Divulgação)

    Começa então uma busca feroz por um novo emprego. Com o medo de ir à falência e as dificuldades de se inserir no mercado, uma oportunidade de trabalho parece ser a solução ideal para a crise da qual ele tenta poupar a família. Dessa forma, ele não enxerga outra saída a não ser eliminar todos os concorrentes do processo seletivo, tornando-se um assassino em série.

    O longa opera em uma lógica brutal e animalesca, como uma espécie de lei da sobrevivência. O ritmo acelerado conduz a sequência de assassinatos, executados com um amadorismo cômico.

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    A comédia corta a tensão com uma faca ao imaginar o cenário absurdo enquanto o mundo real e civilizado continua em prática. Os personagens fazem e falam coisas malucas com seriedade, em um grande mérito do elenco e um exemplo nítido da genialidade do diretor e roteirista.

    A fotografia e a direção de arte são excelentes ferramentas para hipnotizar o público a serviço dos objetivos do cineasta, quase como nos recrutando para entrar nessa dinâmica.

    É um comentário afiado sobre a obsessão insana na busca por dinheiro na máquina capitalista.

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    NOTA: ★★★★☆

    Publicado em VEJA São Paulo de 23 de janeiro de 2025, edição nº 2979

     

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