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Vinho e Algo Mais Por Por Marcelo Copello Especialista na bebida, Marcelo Copello foi colunista de Veja Rio. Sua longa trajetória como escritor do tema inclui publicações como a extinta Gazeta Mercantil e livros, entre eles "Vinho e Algo Mais" e "Os Sabores do Douro e do Minho", pelo qual concorreu ao prêmio Jabuti

Vinhos rosés que combinam com o verão

Entenda como eles são feitos e por que são tão leves

Por Marcelo Copello Atualizado em 20 jan 2022, 14h07 - Publicado em 5 fev 2021, 06h30

Os rosés são o tipo de vinho que mais cresce no mercado mundial, e no Brasil não é diferente. Segundo dados da Product Audit, as importações de rosados, embora com um volume ainda pequeno, aumentaram 43% em 2020 (até setembro), ante 12% dos brancos e 14% dos tintos, o que torna essa categoria a grande aposta para o verão de 2021.

O perfil dessa variedade é quase sempre de engarrafados jovens, leves, frescos, descomplicados e alegres, mais leves inclusive que alguns brancos e espumantes. O fato se deve a seu método de elaboração. Existem dois processos básicos para a produção, normalmente a partir de uvas tintas. O mais comum em todo o mundo é a chamada sangria.

Esse método consiste em separar — ou “sangrar” — um pouco do mosto (suco) de um tinto no momento em que ele ainda está tomando cor junto das películas das uvas. De um lado, é produzido esse rosé; de outro, um tinto mais escuro e concentrado. O segundo e mais nobre método é a pressurage direct, na qual o objetivo é fazer um rosado desde a plantação. Esse é o processo obrigatório na prestigiada região da Provença, na França, e o processo é bastante diferente da elaboração de um tinto.

As uvas tintas para rosados devem ser colhidas antes da hora. São preferíveis as variedades de bagos maiores, para dar menos cor. Na plantação, as folhas são manejadas para proteger o fruto do sol, e a grama e as ervas do vinhedo são retiradas, para não haver “competição” pela água, de modo que os cachos fiquem ainda maiores. Os produtores preferem plantar mais videiras por hectare (rendimentos altos).

A colheita e a seleção de frutos são manuais, pois as uvas precisam estar muito sadias e frescas. Elas são colocadas no tanque, de onde um líquido escorre naturalmente pelo peso dos próprios cachos. Esse suco dará o melhor vinho e é chamado de “mosto flor”. Depois, faz-se uma prensagem delicada, para extrair pouca cor. As fermentações do líquido são curtas, entre oito e quinze dias. Em tintos, pode passar de um mês.

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Château de Pourcieux AOP Côtes de Provence
Um autêntico rosé premiado da região de Provença, na França. É elaborado com as castas syrah, grenache, cinsault, cabernet sauvignon e vermentino. Com aromas intensos de frutas vermelhas, cítricos e florais. É elegante e delicioso. Custa R$ 157,40.
Onde comprar: Amazon.

Vivant Frisante Rosé
A moda dos vinhos em lata deve crescer ainda mais neste verão. Este rosado brasileiro, de chardonnay e pinot noir, é frisante, levemente gaseificado. Cor salmão mais intensa, aroma bastante frutado, paladar com uma ponta de doçura e presença do gás. Fácil de beber. Custa R$ 16,90.
Onde comprar: Evino.

Estandon Brise Marine Méditerranée
Da região da Provença, leva as cepas grenache e syrah. É claro, tem estilo muito leve, com aromas delicados, frutados e florais. Combina com praia e
piscina. Custa R$ 79,43.
Onde comprar: Amazon.

 

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