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Vinho e Algo Mais

Por Por Marcelo Copello Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Especialista na bebida, Marcelo Copello foi colunista de Veja Rio. Sua longa trajetória como escritor do tema inclui publicações como a extinta Gazeta Mercantil e livros, entre eles "Vinho e Algo Mais" e "Os Sabores do Douro e do Minho", pelo qual concorreu ao prêmio Jabuti

O universo de acessórios de vinho para pais entusiastas da bebida

Conheça equipamentos dos mais diversos estilos que são ótimas opções de presente no domingo (9)

Por Marcelo Copello 31 jul 2026, 06h00 | Atualizado em 31 jul 2026, 14h49
Vinho tinto sendo derramado de uma garrafa escura em um decanter de vidro transparente, com o líquido vermelho vibrante se espalhando na base. O fundo é um céu azul claro com tons rosados de pôr do sol e uma linha escura de horizonte
Decanter de vinho (Magnific/Divulgação)
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O universo de acessórios de vinho para pais entusiastas da bebida Priorizar nos meus resultados Google

Há fanáticos de sobra quando o assunto é vinho. Para muita gente, a bebida é só o começo: dela brotam viagens, livros, cursos e um arsenal de acessórios para tudo que se imagina e para muita coisa que ninguém sonhou precisar. É um universo paralelo, no qual convivem o indispensável e o francamente supérfluo. Se seu pai for um desses entusiastas, os próximos parágrafos são para ele.

Comece pelos aparelhos que prometem, em minutos, o que o tempo levaria anos para fazer. O Clef du Vin é uma plaquinha de cobre que, mergulhada na taça por alguns segundos, jura envelhecer o vinho em anos.

A Oak Bottle é uma garrafa de madeira que, em poucas horas, empresta à bebida o gosto amadeirado que ela ganharia descansando em barris de carvalho. Há ainda o velho decanter, a jarra de vidro em que se despeja o vinho para arejá-lo e amaciá-lo, hoje em versões eletrônicas como o Sonic Decanter, que usa ondas sonoras para acelerar o processo. E o Üllo, que filtra os sulfitos, conservantes que muita gente culpa pela dor de cabeça. Funcionam? Depende de quanto se quer acreditar.

Outros itens vêm da história da bebida. A tenaz de Porto é um par de pinças aquecidas em brasa que quebram o gargalo de garrafas tão antigas que a rolha já esfarela ao toque.

O tastevin, um copinho raso de prata semelhante a um pires, era pendurado no pescoço dos sommeliers da Borgonha para julgar a cor do vinho à luz de vela. E há as taças pretas, que escondem a cor da bebida para que ela não entregue, numa prova às cegas, a uva ou a idade do vinho.

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Tenho minhas manias. Viajo levando na mala um saca-rolhas The Durand: ele combina a espiral com uma pinça, duas lâminas que seguram pelas laterais a rolha já frágil de um vinho muito velho. Levo também a minha própria taça (sim, sou desses). O Coravin, uma agulha que atravessa a rolha e serve uma taça sem abrir a garrafa, eu tenho e não uso: nunca me convenci da sua eficiência.

Há ainda os puramente divertidos. Esferas de metal que, congeladas antes, gelam o vinho na taça sem aguá-lo como fariam as pedras de gelo. Suportes que equilibram a garrafa num ângulo impossível, fingindo que ela flutua. Bases em forma de quebra-cabeça, como o Don’t Break the Bottle, que só soltam a garrafa para quem resolver o enigma.

Olhe com atenção e cada objeto conta a mesma coisa: o vinho deixou de ser bebida e virou ritual. E também diversão. Poucas tranquitanas são essenciais: taças de qualidade, um bom saca-rolhas, um balde de gelo. O resto é conforto, brincadeira ou pura vaidade. Mas talvez seja justamente esse excesso de coisas, gestos e pequenas obsessões, o que torna esse mundo tão irresistível.

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Influente Branco

Um Vinho Regional Lisboa, da Adega Cooperativa do Cadaval. Blend de uvas brancas, incluindo seara nova, vital. Amarelo palha. Aroma frutado e fresco. Paladar meio doce, leve, com 9,5% de álcool como pedem as novas gerações. Fácil de beber. R$ 49,90, na Evino.

Duas garrafas de vinho em fundo branco. À esquerda, vinho branco Influente com rótulo azul e desenho de folha. À direita, vinho tinto Burmester Tawny Port 10 com rótulo branco e detalhes dourados
Sugestões de rótulos (Reprodução/Reprodução)

Porto Burmester 10 Years old Tawny

Feito com várias castas tradicionais do Douro, em Portugal, mistura vinhos amadurecidos em carvalho, de várias idades — a média perfaz dez anos. Aromas com frescor, notas de caramelo, nozes, mel. Paladar macio. Boa opção para acompanhar chocolate. R$ 139,90, na Wine.

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Publicado em VEJA São Paulo de 31 de julho de 2026, edição nº 3006.

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