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Serial killer que atraía homens por anúncios matrimoniais inspira novo romance

Em 'Meus Homens', a escritora Victoria Kielland revisita a juventude de Belle Gunness, suspeita de uma série de assassinatos nos Estados Unidos

Por Laura Pereira Lima 17 out 2026, 17h00
Retrato em sépia de uma mulher e três crianças. A mulher, à direita, tem cabelo escuro preso e veste blusa branca de gola alta. À esquerda, duas meninas com laços brancos no cabelo e vestidos claros. Na frente, um bebê de colo com roupa branca. Todos olham para frente com expressões sérias
Belle Gunness e os filhos (Reprodução/Reprodução)
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Atraídos por anúncios matrimoniais publicados nos jornais do início do século XX, homens chegavam com dinheiro a uma fazenda em La Porte, no estado americano de Indiana. Muitos jamais eram vistos novamente.

A proprietária era Belle Gunness, imigrante norueguesa nascida Brynhild Størset que entraria para a história como suspeita de um dos mais misteriosos casos de assassinatos em série dos Estados Unidos. Os crimes vieram à tona em 1908, quando um incêndio consumiu a casa e deixou entre os escombros os corpos de três crianças e de uma mulher decapitada, cuja identidade nunca foi comprovada. Nas semanas seguintes, investigadores encontraram os restos mortais de pelo menos treze pessoas enterradas na propriedade.

Capa do livro Meus Homens de Victoria Kielland, com uma pintura abstrata do rosto de uma pessoa em tons de azul, verde e roxo, sobre fundo vermelho e preto
Crime e desejo: a história de Belle Gunness (Todavia/Reprodução)

É dessa história que parte a escritora norueguesa Victoria Kielland em Meus Homens (Todavia; 176 págs. ; R$ 84,90). O romance retorna à juventude de Belle, antes de sua partida para os Estados Unidos, para imaginar a formação de uma mulher atormentada pelo desejo, pela repressão religiosa e pela violência.

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Distante das convenções do true crime, Kielland constrói uma narrativa de linguagem experimental e sensorial, menos preocupada em desvendar os crimes do que em explorar os conflitos íntimos de sua protagonista.

Publicado em VEJA São Paulo de 16 de outubro de 2026, edição nº 3017

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