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Fui ver qual é

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Matheus Prado é repórter de VEJA SÃO PAULO e já passou por veículos como Estadão, Folha de S.Paulo e UOL. Experimenta, neste blog, fazer coisas que nunca fez.

Fui ver qual é a da escalada esportiva

Modalidade olímpica tem sido utilizada por muitos paulistanos para se exercitar, fugindo das tradicionais academias

Por Matheus Prado 1 ago 2019, 16h27
escalada
 (Casa de Pedra/Divulgação)
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A escalada esportiva foi mais uma modalidade olímpica – depois da esgrima – experimentada pelo já habitual atleta de final de semana que vos escreve neste humilde blog. Sim, você leu certo, a escalada estreia nos Jogos de Tóquio, em 2020. A prática, normalmente associada a uma atividade lúdica, possui federação internacional, competições profissionais, uma legião de praticantes e agora lastro olímpico.

Veja abaixo o que os atletas de alto rendimento conseguem fazer:

Enquanto escrevo este texto, ainda sinto meus braços um pouco enfraquecidos. Culpa minha, já que fiz o oposto do que a instrutora me orientou. Durante a atividade, o ideal é que as pernas façam a maior parte do esforço, enquanto os membros superiores devem servir de apoio. O problema é que, escalando uma parede pela primeira vez, estava mais preocupado em conseguir me manter equilibrado.

Mas vamos por partes. Como disse acima, a modalidade vem ganhando muitos adeptos e, consequentemente, casas especializadas para treinar. São Paulo, inclusive, conta com vários espaços do gênero. Escolhi a Casa de Pedra, em Perdizes, para tentar fazer minha primeira subida. No meu papel habitual, o de iniciante, me indicaram a modalidade (top rope), a parede (10 metros) e o percurso adequados.

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No top rope, como o próprio nome sugere, a corda fica no cimo da parede. É necessário que a atividade seja feita em duplas: enquanto um escala, o outro fica no chão controlando a outra ponta do cabo. Como o auxiliar possui uma trava em seu equipamento, o que dá segurança à prática, à medida que o escalador avança na parede, o parceiro vai dando corda.

Em relação à parede, não há muito o que fazer. Quem tem medo de altura precisa enfrentá-lo. Onde fui, as construções têm 10 e 14 metros. Nelas, há dezenas de caminhos diferentes, identificados por cores, que variam em tamanho, dificuldade, inclinação. Obviamente, tentei primeiro o mais fácil. Como vocês sabem, o exercício é intuitivo. Pés e mãos devem procurar os apoios disponíveis na parede, com o objetivo de alcançar a parte mais alta da estrutura.

Com as sapatilhas próprias, leves nos pés e com bico pontudo, comecei a subir. A instrutora ia guiando meus movimentos, indicando possibilidades de caminho e me incentivando a cada obstáculo lerdamente superado. Senti, de bate-pronto, que a chave para o meu sucesso (ou fracasso, no caso) estava nas pernas. Quando conseguia posicioná-las bem e ganhar distância sem ter que puxar o corpo para cima com as mãos, tudo ficava muito mais fácil. O problema era conseguir fazer isso.

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Na rota mais fácil até rolou. Fui me rebocando para cima com os braços, deixando os ensinamentos da professora e minhas próprias conclusões, completamente de lado. Apesar da técnica porcamente utilizada, consegui chegar ao topo. Senti no momento, em níveis proporcionais, satisfação pela conquista e peso nos braços (que me acompanhou durante o restante da experiência).

Fui então para a parede mais alta, tentar uma rota mais difícil. Ali, vi minha vida andar pra trás. Os apoios, mais escassos e mirradinhos (como minha vó se refere a qualquer objeto pequeno), já mostravam que o nível era outro. Até tentei uma porção de vezes repetir o êxito anterior, mas tive dificuldades até para sair do chão.

Voltaria? Para atividades regulares. Pelo que senti, é necessário praticar bastante para ganhar confiança e fluidez nos movimentos. Na Casa de Pedra, o aluno pode utilizar as dependências quando quiser, pagando por mês (315 reais), trimestre (o mês fica 295 reais), semestre (275 reais) e ano (250 reais). Também possível comprar diárias (55 reais durante a semana e 70 reais no final de semana). Rua Venâncio Aires, 31, Perdizes, tel. 3879-6800. Alameda dos Guaramomis, 256, Moema, tel. 4563-2903. 

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