Com Monica Iozzi, Mar de Dentro retrata drama e complexidades da gravidez
Filme é dirigido por Dainara Toffoli; à Vejinha, Monica destaca a relevância de o cinema brasileiro possuir histórias comandadas por mulheres
Mar de Dentro, filme protagonizado por Monica Iozzi, está em cartaz nos cinemas. A atriz vive Manuela, uma profissional de sucesso que, ao se descobrir grávida de um colega de trabalho, lida com a transformação completa de sua vida. A equipe do drama é composta de diversas figuras femininas atrás das câmeras, como Dainara Toffoli (direção e roteiro) e Elaine Teixeira (roteiro).
+ Os Olhos de Tammy Faye: conheça a história real por trás do filme
À Vejinha, Monica destaca a relevância de o cinema brasileiro possuir histórias comandadas por mulheres. “Neste filme, especificamente, é muito importante ter uma diretora. É complicado porque, por muitos anos, por mais que tivéssemos obras com temáticas femininas, os homens as dirigiam. Mas tivemos a felicidade de contar com uma equipe feminina na frente e atrás das câmeras. Além disso, o tema da produção tem de ser vivido por todos. Ter filhos é uma responsabilidade da família, dos homens também”, diz.
“Mostrar a maternidade com uma mulher de seu próprio tempo é uma alegria. Manuela é bem-sucedida profissionalmente, extremamente livre. Ela escolhe não ter relacionamentos tradicionais. Quantas mulheres são julgadas por serem assim? Fomos criadas de um jeito que, para nos sentirmos completas, temos de casar e ter filhos. É como se a maternidade fosse uma obrigação.”
Sobre a abordagem de Mar de Dentro diante desse realismo, sem filtros, a atriz reforça que a gravidez deve ser entendida sob diversos aspectos.
“Durante muito tempo, a gravidez e a própria maternidade foram encaradas unicamente como uma bênção. Uma dádiva, um sonho que se realiza. Para muitas pode ser isso, mas a gravidez traz várias questões e algumas delas são difíceis. Não só as mudanças no corpo, mas também o luto que a mulher vive a partir do momento em que se torna mãe, ao deixar de ser a pessoa que era. Esse luto acontece e não se fala sobre isso. Sem contar, também, as dificuldades do puerpério. Muitas mães não sabem o que vai acontecer com o próprio corpo, a privação de sono, as dificuldades para amamentar, para voltar ao trabalho. O filme não demoniza nada desse universo, mas não romantiza o assunto. Manuela nunca pensou em ter filhos, e o espectador vê o que esse baque provoca em sua vida.”
+Assine a Vejinha a partir de 12,90.
Publicado em VEJA São Paulo de 13 de abril de 2022, edição nº 2784
Calor extremo ativa sistema de incêndio em shopping de Campinas
Réveillon da Avenida Paulista 2026: confira a programação completa
6 restaurantes abertos no dia 1º de janeiro em São Paulo
5 restaurantes que ficam abertos em São Paulo entre o Natal e o Ano-Novo
Férias: confira dez passeios para levar as crianças em São Paulo





