Em Doutor Estranho 2, Sam Raimi prova que Marvel e terror combinam
Filme estreia em 5 de maio nos cinemas; em meio a aparições especiais e muita ação, a sensação de novidade provocada pelo diretor se sobressai
✪✪✪ Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, segundo filme protagonizado pelo mago da Marvel, estreia em 5 de maio nos cinemas. Benedict Cumberbatch (indicado ao Oscar por Ataque dos Cães) continua a dar vida ao poderoso personagem.
Com direção de Sam Raimi, cineasta que já havia trabalhado com a Marvel na trilogia original de Homem-Aranha (a protagonizada por Tobey Maguire, iniciada em 2002), o estúdio dá um salto no sentido de criatividade e experimentações.
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Raimi, também conhecido por comandar The Evil Dead, ótimo terror classificado como cult, toma as rédeas do projeto com seu estilo diferenciado e não se prende ao gênero de heróis. Muito pelo contrário: ele introduz a nova aventura de Strange e todos os personagens a um cenário aterrorizante – para dizer o mínimo.
Na história que se passa logo após os eventos vistos em Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, o Universo Cinematográfico da Marvel aproveita o significado de seu Multiverso e expande ainda mais seus limites. Agora, o público não terá de lidar com apenas um mundo repleto de heróis, mas sim inúmeros. Com a ajuda de antigos e novos aliados místicos, Dr. Stephen Strange/Doutor Estranho atravessa realidades alternativas perigosas para enfrentar um novo adversário. São muitas informações, mas elas são bem organizadas pelo diretor.
Como o esperado, Wanda Maximoff (agora conhecida como Feiticeira Escarlate, interpretada por Elizabeth Olsen) ganha até mais atenção do que o próprio Doutor Estranho. Suas vivências na série WandaVision são a base do filme e trazem alguns dos principais conflitos a serem abordados. Wanda ainda é responsável por trazer algumas das sequências mais obscuras do longa. Cenas de embate com tons carregados, longos suspenses e um trabalho de maquiagem impecável podem ser classificadas como terror puro, dignas de sustos e surpresas.
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A inserção do horror na Marvel pode parecer estranha do lado de fora, mas faz total sentido quando vista na telona, uma vez que o mundo de Doutor Estranho sempre teve o potencial de mergulhar no desconhecido. Ao criar mais ilusões e cenários multicoloridos (o primeiro longa, de 2016, já apresenta essa abundância de elementos visuais), Raimi se apoia em tal característica para entregar uma experiência nunca antes vista.
Além disso, a personagem inédita da Marvel nos cinemas, America Chavez (Xochitl Gomez), tem uma boa introdução e auxilia nas explicações sobre a dimensão do Multiverso.
Se Eternos (filme da Marvel lançado no ano passado) detém mais carga dramática, Doutor Estranho no Multiverso da Loucura representa o potencial da inventividade. Ainda que o diretor não abra mão da fórmula básica do estúdio de heróis para contar a história, cedendo a momentos feitos para o público nerd, o longa funciona. Alguns pontos são repetidos pelo roteiro a fim de clarear a missão do protagonista, chegando ao ponto de serem expositivos, mas nunca chega a ser maçante. O que sobressai, ao fim da sessão, é a sensação de novidade provocada por Sam Raimi.
Para total imersão, o espectador necessita ter assistido a todos os filmes deste universo (ou, ao menos, todos desde Vingadores: Guerra Infinita, de 2018), mas é curioso notar que a Marvel caminha para um ponto em que será impossível conter todos os arcos dos personagens apenas no cinema. Séries como What If…, Loki e WandaVision são um complemento essencial deste lançamento.
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