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Matchá: a onda do chá verde em cafeterias e docerias de SP

Antes presente apenas em casas especializadas, o ingrediente asiático virou "trend" e se espalha por endereços da cidade

Por Larissa Zapata 20 dez 2024, 08h00
Copo com bebida verde de matchá
Komah Bakery: matchá com água tônica (Ligia Skowronski/Veja SP)
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À primeira vista, a loja, aberta em agosto na Liberdade, poderia ser mais uma cafeteria. Mas a Matcha Minka é o primeiro endereço paulistano a vender 100% dos seus produtos com matchá, o chá verde milenar.

Por lá, encontram- se mais de trinta itens preparados com o ingrediente asiático de sabor marcadamente herbáceo e levemente amargo. Um deles é o parfait, sobremesa francesa adorada no Japão, que aparece numa caprichada variação de sorvete com camadas de gelatina de chá verde, iogurte, cereal e doces asiáticos como anko e mochi.

Duas mulheres brindando com bebida verde
Fabiana Ikawa e Débora Taira: as sócias da Matcha Minka (Nobuo Kurahashi/Divulgação)

As sócias, Fabiana Ikawa e Débora Taira, explicam que a proposta da loja temática surgiu ao notarem que havia um maior interesse do público por matchá. “Percebemos o aumento da procura e queríamos replicar o que provamos no Japão, com a mesma qualidade”, diz Fabiana.

Hoje em dia não é difícil encontrar na cidade itens com o ingrediente fora das casas especializadas. É o caso do Zé Latte Café, com sua opção cremosa com baunilha e leite; da Komah Bakery, que adiciona o chá verde a água tônica gelada; e do Takkø Café, que prepara o matchá affogato, com o líquido em sorvete de baunilha.

Copo com bebida laranja e verde em cima de mesa
Mango matcha do Botanikafe: lançamento com matchá (Lais Acsa/Divulgação)
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Há inclusive combinações mais ousadas, como o guavamallow, do Café Zinn, bebida verde e rosa que une o chá com geleia de goiaba, leite vegetal, colágeno, marshmallow zero açúcar e adoçante natural, e o lançamento do Botanikafé, o mango matcha, de manga, creme de leite de aveia com matchá, leite de aveia, chantili de aveia, xarope de macadâmia e gelo.

Apesar do avanço, o Brasil ainda não produz esse tipo de chá. Cafeterias e outras lojas precisam importar a matéria-prima, principalmente do Japão, o maior produtor mundial.

Milton Amaya, da Amaya Chás, explica que as tentativas de plantação não vingaram por conta do clima. “Temos três estações em um dia. É preciso também uma estrutura coberta”, conta. A empresa não desistiu e prepara mais uma tentativa para a safra do ano que vem em Registro (SP).

Descoberto na China entre os anos 618 a 907 d.C. e utilizado em rituais no Japão a partir do século XII, o matchá vem da planta Camellia sinensis. As diferenças em relação a outros tipos de chá verde começam no cultivo, período em que é preciso manter as plantas cobertas por 21 dias antes da colheita. Ao ser sombreada, ela é forçada a fazer o processo de fotossíntese de uma outra forma, resultando em um produto mais verde e menos amargo.

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Pessoa mexendo o matchá em um pote
Matchá: preparação do ingrediente para bebidas e receitas (Ricardo Dangelo/Veja SP)

Em seguida, apenas as folhas jovens são selecionadas e rapidamente vaporizadas para evitar a oxidação. Depois, são secas, classificadas e moídas em um pó fino. Esse processo é o que gera o chamado chá verde cerimonial, ou seja, o grau mais puro e de maior qualidade.

Paty Akemi, sócia e sommelière de chás da Mori Chazeria, explica: “É um produto fresco. Deve ter a cor verde intensa e vibrante. Não pode estar apagado, amarelo ou próximo do marrom”.

Apesar da procura maior a partir dos anos 2000, foi na pandemia que a explosão do matchá aconteceu no Brasil. “No início, o consumo era tímido também devido ao alto custo. Com a demanda crescente, surgiram opções chinesas e coreanas, mais baratas, e mantendo a qualidade”, explica o especialista Benício Coura, do blog Chá Dō.

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Nas redes sociais, a bebida se popularizou por meio de receitas e vídeos de influencers — uma das principais trends sugere a troca completa do café pelo matchá. Será?

6 versões para provar

Botanikafé > Mango matcha (R$ 22,00)
Manga, creme de leite de aveia com matchá, leite de aveia, chantili de aveia, xarope de macadâmia e gelo

Café Zinn > Guavamallow (R$ 32,00)
Matchá, geleia de goiaba, leite vegetal, colágeno, marshmallow zero açúcar e adoçante natural

Komah Bakery >Matchá tônica (R$ 21,00)
Matchá com água tônica

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Matcha Minka > Parfait (R$ 35,90)
Gelatina de matchá, sorvete, iogurte, cereal, mochi e anko

Copo com iogurte enfeitado e verde em cima de mesa
Parfait da Matcha Minka: com sorvete, iogurte, geleia de matcha e outros ingredientes (Nobuo Kurahashi/Divulgação)

Takkø Café > Matchá affogato (R$ 25,00)
Matchá e sorvete de baunilha

Zé Latte Café > Matchá latte vanilla (R$ 19,00)
Matchá, baunilha e leite

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Publicado em VEJA São Paulo de 20 de dezembro de 2024, edição nº 2924.

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