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Podcaster Camila Fremder lança primeiro livro infantil. Confira entrevista

'Quibe, a Formiga Corajosa' teve a contribuição direta de seu filho de 5 anos. Escritora fala também sobre novos projetos e o podcast 'Calcinha Larga'

Por Júlia Rodrigues
Atualizado em 10 mar 2023, 17h13 - Publicado em 10 mar 2023, 06h00

A escritora e roteirista paulistana Camila Fremder, conhecida sobretudo por apresentar o podcast É Nóia Minha?, acaba de lançar seu primeiro livro infantil, Quibe, a Formiga Corajosa (Companhia das Letrinhas, 32 págs., 2023, R$ 39,92).

Inspirada pelas vivências do filho Arthur, 5, ela conta a história da amizade entre uma formiga supervalente e o rebento.

As peripécias do inseto — como o episódio em que sobrevoou a cidade de carona nas costas de uma abelha — incentivam Arthur a enfrentar também seus medos. As ilustrações são de Juliana Eigner. Rec. a partir de 4 anos. companhiadasletras.com.br.

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Camila Fremder
Escritora e podcaster: história escrita junto com Arthur, de 5 anos (Instagram/Reprodução)

Confira a entrevista com a autora abaixo:

De onde veio a ideia de se aventurar na literatura infantil? 

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Nunca tinha pensado em escrever um livro infantil. Isso veio depois que fui mãe, quando comecei a ler um livro ou dois toda noite para o Arthur e a fazer a minha curadoria dos livros que achava legal. A minha mãe já fazia isso comigo, ter um momento de leitura antes de dormir. A história da Quibe também foi o Arthur quem me apresentou. Ele começou a andar pela casa com a mão estendida. Eu perguntei por que ele ficava assim e ele disse que era a Quibe, a amiga dele, uma formiga. Conforme ele ia me revelando eu ia achando mais interessante. Aos poucos, a Quibe começou a fazer parte da casa: íamos almoçar, ela estava lá, íamos viajar de carro e ela também estava lá. Também comecei a perceber que o Arthur media o medo dele através da Quibe. Ele me perguntava “mamãe, você acha que a Quibe pode descer aquele escorregador grandão lá?”. Eu dizia que sim e ele “ah, então se a Quibe pode, eu também posso”. Arthur começou a me contar umas coisas muito bonitinhas, como quando a Quibe sobrevoou a cidade nas costas de uma abelha, e eu comecei a anotar. Todas as aventuras da Quibe que estão no livro vieram dele. Chegou um momento em que eu já tinha muitas anotações e eu propus a ele que escrevêssemos um livro juntos.

Como foi esse processo? 

Primeiro, fizemos uma versão caseira mesmo, um “grampeão”. Daí mandei mensagem para a Companhia das Letras, porque já estava devendo um livro meu pra eles (risos). Eles amaram e resolvemos lançar. O processo foi muito rápido, parece que não me deu trabalho nenhum porque a história veio do meu filho e alguém ilustrou para mim (risos).

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Qual foi a reação do Arthur ao ver o livro pronto? 

Ele ficou muito emocionado. É um momento tão legal para ele e não queremos perder isso. Eu já estou com um monte de anotações para fazer o segundo livro, pois ele continua me contando sobre a Quibe. Agora o Arthur entrou em uma outra linha de raciocínio, onde a Quibe, como uma formiga invisível, pode entrar na casa dos amigos e contar para ele que eles também fazem xixi na cama, também têm seus medos, sabe? Ela entra meio como uma “informante do universo infantil” e isso acaba tendo uma ligação com meu podcast, o É Nóia Minha?, que parte da ideia de que todo mundo tem a mesma nóia. No lançamento (que ocorreu no último domingo, 5, na Livraria da Vila da Rua Fradique Coutinho), percebi que a bateria social do Arthur é muito melhor que a minha (risos). Ele deu um monte de autógrafo, foram os colegas da escola, os professores e ele recebeu todo mundo. Alguns amigos meus que não conseguiram falar comigo porque não podiam pegar fila me mandaram foto depois dizendo que o Arthur havia recebido eles, teve livros que ele autografou sozinho.

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Quais são seus próximos projetos? Além da continuação do livro infantil, pretende lançar outro livro adulto?

Estou atrasada com meu próximo livro adulto, não sei nem mais o que eu falo para o pessoal da Companhia (risos). Comecei a escrever ele antes da pandemia, era um livro que falava sobre crise. Mas, depois do que a gente viveu na pandemia, eu fiquei sem chão de entender o que era crise para mim e o que foi para outras pessoas. Então, foi um livro absolutamente perdido. Depois eu estava escrevendo um livro sobre vingança, mas um dos meus projetos de podcast terminou com muita fofoca por trás e eu fiquei com medo de que as pessoas achassem que esse livro fosse uma indireta para alguém (risos). Agora eu estou começando do zero um livro adulto que eu acho que até o fim do ano eu entrego, no estilo que sempre escrevi, meio crônica com humor.

E nos podcasts?

Podcast eu pretendo ficar só com o É Nóia Minha? mesmo, mas eu tenho planos de fazer algo com minha amiga Renata Vanzetto (chef de cozinha, dona dos restaurantes Ema, Muquifo, Mi.Ado e Mico, do bar e da hamburgueria Matilda Lanches). Estamos conversando para ver se o formato vai ser YouTube ou podcast, algo que misture gastronomia com humor. Somos muito grudadas, às vezes cuido dos filhos dela, mas temos essa piada interna de que ela não conhece ninguém pior na cozinha do que eu. Então, pensamos em ir para esse lado também. Estou só dando um tempo para ela parar de ter filhos, porque ela não consegue (risos). Vamos ver, talvez eu sequestre o marido dela, algo assim, porque por enquanto não tem como (risos).

Suponho que o projeto de podcast que terminou com fofocas foi o Calcinha Larga. O que causou a pausa? O podcast vai voltar?

Sim. Eu não sei se ele vai voltar, porque o Calcinha Larga é uma marca do Spotify. Ele pode voltar com você como apresentadora, por exemplo. Com a formação antiga (Camila, a youtuber e atriz Helen Ramos e a escritora  Tati Bernardi) ele não volta. O que eu posso dizer da minha parte é que foram dois anos de podcast e ao meu ver eu tinha concluído toda a minha jornada dentro dele. Posso só falar por mim, sobre as outras apresentadoras não posso dizer, mas eu optei por sair e comuniquei o Spotify, fui a primeira a dizer que não ia renovar o contrato, o meu momento no Calcinha foi esse e pronto. Daí para frente não posso dizer, porque não foi comigo. 

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Publicado em VEJA São Paulo de 15 de março de 2023, edição nº 2832

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