Dia de Iemanjá 2026: confira a programação completa das festas em Salvador
Festa que marca o “ano novo baiano” tem alvorada, shows com Diggo, Sambaiana e Carlinhos Brown e cortejo marítimo
Nesta segunda-feira (2), Salvador vai respirar azul e branco. As ruas do Rio Vermelho já começaram a se transformar desde domingo (1), com a famosa alvorada, quando devotos depositam seus balaios repletos de flores, perfumes, espelhos, pentes e bijuterias — presentes para Iemanjá, a Rainha do Mar.
Antes mesmo do grande dia, Salvador já está em festa. A Alvorada de Iemanjá acontece no Colaboraê a partir das 22h, com show da banda Sambaiana, atravessando a madrugada até o amanhecer do dia 2, com café da manhã incluído. A Lálá Casa de Arte celebra a Rainha do Mar nos dias 1º e 2 de fevereiro, com programação voltada à diversidade e à vanguarda.
O Kilombo Canzuá realiza a 19ª edição do Festival Somente Flores para Yemanjá, com atividades artísticas, ambientais e espirituais entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro. A iniciativa reforça a importância de ofertar apenas flores ao mar, combatendo o uso de materiais poluentes durante os festejos.
A programação de amanhã é intensa. A Enxaguada de Yemanjá, comandada por Carlinhos Brown na Vila Caramuru, recebe Daniela Mercury, Léo Santana, Xanddy, Mariene de Castro e Margareth Menezes.
Na Casa Rosa, desde as 13h, uma celebração protagonizada por mulheres presta homenagem à Rainha do Mar ao som de Mariene de Castro.
O ateliê de Mônica Anjos promove um encontro musical de saudação à divindade, com shows de Majur, Ana Paula Albuquerque e roda de samba, a partir das 19h. O Bombar também participa da festa, com programação desde as 10h da manhã. Para os fãs de samba e pagode, se apresentam Taian Riachão, Fragmentos do Samba e Diggo.
Antes do sol raiar sobre o Rio Vermelho, na madrugada de domingo para segunda, acontece a tradicional homenagem a Oxum no Dique do Tororó. Antes de saudar a rainha das águas salgadas, é preciso reverenciar a mãe das águas doces. Às 5h, fogos de artifício anunciam a chegada do presente principal, mantido em segredo pelos pescadores até o grande momento.
Entre o sagrado e o profano, entre a fé dos terreiros e a festa nas ruas, Salvador vive seu “ano novo baiano”. Nos tambores que ecoam desde a noite, nas flores brancas que cobrem a areia e nos perfumes lançados ao mar, a cidade renova seu pacto ancestral com as águas. Porque aqui, onde África e Brasil se encontram no Atlântico, Iemanjá não é apenas uma festa: é identidade. Odoyá.





