Matilha Cultural
Ontem resolvi dar um pulo no Matilha Cultural – menos por causa da programação da Mostra (que eu ainda não tinha visto qual era) e mais para saber de que se tratava. Apesar de passar bastante pela Praça Roosevelt e pelas ruas do centro, ali perto do começo da Consolação, nunca tinha ouvido falar do […]
Ontem resolvi dar um pulo no Matilha Cultural – menos por causa da programação da Mostra (que eu ainda não tinha visto qual era) e mais para saber de que se tratava. Apesar de passar bastante pela Praça Roosevelt e pelas ruas do centro, ali perto do começo da Consolação, nunca tinha ouvido falar do espaço, que fica na rua Rego Freitas, quase na esquina com a Consolação. Você já conhece?
O Matilha, idealizado pelo Ricardo Costa, existe há apenas 6 meses (minha ignorância perdoada?). Eles têm diversos ambientes culturais: embaixo, um café e espaço de exposição – que até dia 15/11 exibe A Humanidade em Guerra, fotografias de guerras dos últimos 150 anos –; no segundo andar, a Arena; no último, a sala de cinema com 68 lugares que está exibindo 4 filmes da Mostra por dia (veja aqui a programação), gratuitamente.

O Ricardo Costa, 34, é o idealizador do Matilha Cultural
O Ricardo, que largou a escola depois da oitava série e passou seis anos estudando Filosofia no Palas Athena, me explicou sobre a criação do Matilha: “Ele é um amplificador das nossas ideias”. Quais? Defesa do meio ambiente, principalmente. Ele criou a produtora Olldog há “15, 20 anos” e começou a fazer filmes para o Greenpeace, além de filmes próprios, e imaginou o Matilha como uma evolução do projeto: têm uma sala de cinema (“um sonho”) onde vão exibir filmes de quem os procurar, sem burocracias; falam de sua ideologia de uma maneira mais ativista, em workshops e exposições alinhadas com ela; aplicam os princípios em seu espaço – que não serve Coca-Cola, tem um minhocário, reúne todos os 15 integrantes do Matilha em assembléias para a tomada de decisões, para citar alguns exemplos.

Eles também estão com um projeto de plantar árvores na rua Rego Freitas, me contou a Michaela Prinz. Estão conversando com a prefeitura sobre isso. A Michaela, que é produtora, estava fazendo eventos para o Matilha e começou a ficar no café para ajudar durante a Mostra. Agora vai ficar. Ela falou que as pessoas que vão para a Mostra estão conhecendo o espaço e o movimento é maior principalmente à noite. Na terça, quando passou Todos Os Outros, com presença da produtora e da atriz principal, havia gente sentada no chão para assistir – a sala ultrapassou em dez pessoas a sua capacidade, para não falar de outros que chegaram tarde para a distribuição dos ingressos e foram embora. Durante a tarde, está tudo tranquilo – dá pra pegar o ingresso a partir de uma hora antes da sessão e ficar por ali descobrindo novidades, como eu fiz.
A Michaela Prinz, 31, trabalha no café do Matilha. Dependendo de como está o movimento à noite, ela tenta pegar a última sessão da Mostra.





