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“Até a Eternidade”

Por Tiago Faria Em filmes como “Apenas uma Noite” (2011) e “Feliz Natal” (2005), Canet provou que pode ser um ator competente. Por enquanto, contudo, o francês causa impressão mais forte na função de cineasta. Pelo thriller “Não Conte a Ninguém”, de 2008, foi indicado ao César de melhor diretor. Neste drama, sucesso de bilheteria […]

Por VEJASP 6 jul 2012, 19h16 | Atualizado em 10 set 2024, 17h04
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Por Tiago Faria

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A atriz Marion Cotillard em ‘’Até a Eternidade’’: o drama aborda a amizade sem exagerar no sentimentalismo

Em filmes como “Apenas uma Noite” (2011) e “Feliz Natal” (2005), Canet provou que pode ser um ator competente. Por enquanto, contudo, o francês causa impressão mais forte na função de cineasta. Pelo thriller “Não Conte a Ninguém”, de 2008, foi indicado ao César de melhor diretor. Neste drama, sucesso de bilheteria em seu país, ele conduz com segurança um elenco numeroso de astros europeus. O longa-metragem pode ser encarado como um equivalente francês a fitas como “Para o Resto de Nossas Vidas” (1992) e “O Reencontro” (1983) — a turma de bons e velhos amigos, aqui, tem por costume se reunir nas férias em uma deslumbrante região à beira-mar. A trama começa à véspera de uma dessas viagens, quando o agitado Ludo (Jean Dujardin, de “O Artista”) sofre um acidente de trânsito na saída de uma casa noturna. Preso a uma cama de hospital, ele deixa os fiéis camaradas num dilema: curtir a praia ou abandonar os planos para cuidar do bon vivant? Os amigos escolhem a primeira opção e partem para o litoral. Durante o passeio, o tempo fecha quando segredos, incertezas amorosas e separações ameaçam a estabilidade do grupo. Embora sem tantas novidades, esse enredo folhetinesco não deixa o espectador à deriva. O realizador usa as duas horas e meia de duração para ir fundo no perfil psicológico de cada um dos muitos personagens, tratados com doçura por um roteiro escrito pelo próprio Canet. As revelações forçadas não chegam a irritar, principalmente quando acompanhadas por uma trilha sonora que, com um pé no rock dos anos 70 e outro no indie atual, evita o excesso de sentimentalismo e prepara o terreno para uma conclusão tocante.

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