Eterno Aprendiz
A redatora-chefe, Alice Granato, escreve sobre a capa com o cantor e compositor uruguaio Jorge Drexler, entre outros destaques da edição
A primeira vez que entrevistei Jorge Drexler, um dos maiores compositores da atualidade, foi na sua cidade natal, Montevidéu, em 2019. Ele estava com show marcado no Teatro Solís e aproveitava para visitar a família.
Foi uma imersão no seu universo, e cheguei a participar de um clipe em que gravava Milonga de Ojos Dorados com o primo Seba Prada. Bem, agora foi outro cenário, mas de certa maneira de volta ao Uruguai. Seu disco Taracá é um retorno às origens, como forma de vivenciar o luto pela perda dos pais. A forma, contudo, que ele usa para seguir é “luminosa”, palavra de que gosta para enfrentar questões difíceis.
Em torno de uma roda de candombe, expressão cultural afro-uruguaia, ele faz do disco e da turnê que roda o mundo uma forma de celebrar a vida. Além de dez novas canções, o músico regravou a célebre O que É, o que É?, de Gonzaguinha, em uma homenagem muito particular e circunstancial. A canção encaixou-se perfeitamente no momento essencial de sua vida. “Eu não queria fazer um samba com essa canção porque já está feito. E, sinceramente, é imelhorável a versão dele. Mas pensei num jeito de deixá-la viva. Da minha vontade mais humilde de levar o talento do Gonzaguinha para ser compreendido em Lima, Buenos Aires, Madri, no México”, afirma.
Foi um prazer reencontrar Drexler para esta matéria de capa, que fiz em parceria com o repórter Tomás Novaes. Nas Amarelinhas, foi ótimo também rever o fotógrafo e diretor de cinema João Wainer, um talento que pude acompanhar desde que ingressou no jornalismo.
Entre outros destaques, uma bela viagem por Miami a bordo do novíssimo Norwegian Luna, feita pela designer Graziella Iacocca, a inauguração da Livraria Espelho e duas exposições de fotografia que celebram o centenário de Marilyn Monroe.
Boa leitura!
Publicado em VEJA São Paulo de 1 de maio de 2026, edição nº 2993.







