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O que fazer quando cão e gatos não se dão bem?

O zootecnista Alexandre Rossi responde

Por Alexandre Rossi 10 dez 2019, 19h57
gato briga
 (Pxhere/Divulgação)
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Naquela casa reinava a mais completa paz. Um casal e seus quatro gatos vivendo tranquilamente. E eis que um dia os tutores optaram pela adoção de uma cachorrinha meiga, brincalhona e…. um furacão! Aquela calmaria que dominava o ambiente deu lugar a interações regadas a stress entre a canina e os felinos.

Foi este o cenário com o qual me deparei quando conheci Matilda (a cachorra maluquinha) e sua família. E a missão no Tá Osso (a websérie onde ajudamos a melhorar a convivência entre as pessoas e seus pets) era fazer com que todos pudessem conviver de forma harmoniosa, sem investidas tão “empolgadas” da Matilda em relação aos gatos, que reagiam, como era de se esperar, de forma agressiva e viviam em estado de constante stress, o que criava a obrigação de manter os pets separados. 

Para quem quiser assistir como foi, basta acessar a parte 1 e parte 2 deste episódio. Aqui, vou detalhar alguns pontos que considero importantes para quem está vivenciando este tipo de situação. 

Ponto de vista dos gatos: rotas de fugas e verticalização do ambiente

A Matilda mostrava toda sua energia quando se aproximava dos gatos de forma bruta e nada cuidadosa, como era de se esperar de uma cadelinha como ela. Mas esse tipo de interação gera medo e ansiedade nos felinos, que costumam não estar dispostos a encarar interações tão agressivas de um animal que poderia ser seu predador. 

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Portanto, uma medida muito importante foi oferecer a eles rotas de fuga, para que pudessem (usando sua agilidade natural como gatos) escapar de tais investidas em locais fora do alcance da Matilda. Neste sentido, verticalizar o ambiente, ou melhor, instalar módulos e prateleiras no alto, costuma ajudar e muito!

Ponto de vista do cachorro: demanda por atividades

Por outro lado, considerado o nível de energia da Matilda, foi preciso proporcionar a ela atividades que tirassem o foco que ela tinha nos gatos quando circulavam no ambiente. Aqui, mais uma vez, foi necessário pensar nos comportamentos naturais. No caso da Matilda, disponibilizar ossos saborosos se mostrou suficiente para que ficasse entretida por bastante tempo, chegando a ignorar a presença dos companheiros na sala do apartamento.

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Associações positivas: não esquecer!

Tomadas as providências levando em consideração os comportamentos naturais e necessidades de cada um dos pets da família, é importante destacar que as associações positivas sempre têm papel essencial neste tipo de treino. Oferecer aos gatos um alimento que eles adorem (ração úmida, por exemplo), enquanto o cão está no mesmo ambiente também entretido com algo que curte muito (e sendo mantido na guia, para possibilitar o controle em caso de resolver investir contrato os felinos) foi a medida que fez com que todos passassem a ficar confortáveis com a presença um do outro. E a paz voltou a reinar naquela casa!

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Por Alexandre Rossi, zootecnista, especialista em comportamento animal e sócio-fundador da Cão Cidadão.

Alexandre Rossi
Alexandre Rossi, zootecnista (Divulgação/Divulgação)
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