Luiza Sigulem leva a acessibilidade ao centro de sua nova exposição
A mostra pode ser vista a partir deste sábado (24) no Ateliê397
Fotógrafa há mais de vinte anos, tendo clicado nomes como Milton Nascimento e Ney Matogrosso, Luiza Sigulem sofreu um acidente há cerca de seis anos que a deixou com a mobilidade reduzida e uma nova perspectiva sobre o mundo.
Ela decidiu, então, transformar essa visão em arte, que pode ser vista a partir deste sábado (24) na individual Manual para Percorrer a Menor Distância de Um Ponto a Outro.
O conjunto inédito, com curadoria de Juliana Caffé, coloca a acessibilidade no centro da construção estética e poética. Em Rampas (2025), ela reúne vinte fotografias derivadas da vídeo-performance Painting (Retoque) (a partir de Francis Alÿs), em que marca com tinta amarela pontos das ruas de São Paulo onde deveriam existir rampas de acesso.
Em outro vídeo, ela segue transeuntes pelas ruas da cidade até encontrar um obstáculo intransponível pela cadeira de rodas – o que não demora muito a acontecer.
Ateliê397. Travessa Dona Paula, 119A, Higienópolis.
Qua. a sáb., 14h/18h. Grátis. Até 28/2.
Publicado em VEJA São Paulo de 23 de janeiro de 2026, edição nº 2979.





