“Detesto fazer o que já foi feito milhões de vezes”, diz Thomas Schönauer
Confira uma entrevista com o artista alemão em cartaz na Dan Galeria
Última chance para ver A Nova Complexidade do Mundo, do alemão Thomas Schönauer. Dan Galeria. Rua Estados Unidos, 1638, Jardim América, 3083-4600. → Seg. a sex., 10h/19h. Sáb., 10h/13h. Grátis. Até 31/1.
3 perguntas para Thomas Schönauer
Qual é a nova complexidade do mundo?
A situação política e social no mundo inteiro só fica mais difícil, com internet, digitalização, inteligência artificial… A escultura que dá nome à exposição remete a isso. parece frágil, mas pesa 800 quilos.
Por que a escolha por trabalhar com materiais industriais?
Adoro inovação. A maioria dos escultores produz pinturas como estudos das esculturas. A minha pintura tem universo próprio. detesto fazer coisas que já foram feitas milhões de vezes. então, desenvolvi uma tecnologia: uma cola industrial para colar aço inoxidável, com pigmentos da indústria automobilística. É um processo de alta engenharia.
Você já afirmou que “a arte que não tem um conceito não é arte”. Por quê?
É brincadeira ou decoração, a expressão artística fica superficial. A minha intenção ao produzir uma obra é melhorar a vida das pessoas. gosto de intervir no espaço público. A qualidade de vida melhora quando há harmonia entre três aspectos: arquitetura, paisagismo e arte no espaço público.
Publicado em VEJA São Paulo de 16 de janeiro de 2026, edição nº 2978.





