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Por Arnaldo Lorençato
O editor-sênior Arnaldo Lorençato é crítico de restaurantes há 30 anos. De 1992 para cá, fez mais de 15 000 avaliações. Também é autor do Cozinha do Lorençato, um podcast de gastronomia, e do Lorençato em Casa, programa de receitas em vídeo. O jornalista é professor-doutor e leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Pierre Lurton apresenta rótulos de sua vinícola, o Château Marjosse

O enólogo, que também produz o cobiçado Cheval Blanc, tem representação exclusiva da importadora Mistral

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Atualizado em 2 dez 2022, 19h29 - Publicado em 2 dez 2022, 06h00

A história de Pierre Lurton se confunde com a história de dois dos mais monumentais vinhos de Bordeaux: o Château Cheval Blanc e o Château d’Yquem. Com apenas 35 anos em 1991, o jovem enólogo passou a liderar a produção de Cheval Blanc, um dos mais cobiçados tintos do mundo, que começou a ser produzido em 1832.

Sete anos mais tarde, tornou-se o presidente da vinícola e, em 2004, respondia também por Yquem. Em paralelo a essa dupla atividade, em 1990, Lurton deu início também a um projeto pessoal, o Château Marjosse, propriedade onde mora em uma sub-região bordalesa conhecida como Entre-deux-Mers, a cerca de 10 quilômetros da badalada Saint-Émilion.

É lá que vinifica os próprios brancos e tintos desde 1992. “Por anos, o Marjosse foi meu jardim secreto”, diz ele. Lurton está esta semana em são Paulo para anunciar a troca de importadora e apresentar sete dos doze rótulos da vinícola. Depois de ter sido distribuído pela World Wine e pela Clarets, o enólogo assinou contrato de exclusividade com a Mistral, de Ciro Lilla e seu filho, Otavio Lilla. “A receita dele é unir paixão e competência na elaboração dos vinhos”, afirma Ciro.

Otávio e Ciro Lilla, da Mistral
Otávio e Ciro Lilla, da Mistral (Arnaldo Lorençato/Veja SP)

Com a denominação de origem controlada Bordeaux, em francês, appellation d’origine contrôlée (AoC), os rótulos de Lurton não recebem a mesma distinção dos vinhos de alta gama com a cobiçada classificação “cru classes”. Isso não impede, porém, que se elaborem sob AoC, além de bebida mais simples, garrafas de excelência.

Impulsionado pela mulher, a jornalista paulistana Alexandra Forbes, a partir de 2018, o artesão do vinho passou a investir nas chamadas cuvées, termo que identifica e distingue a bebida de alta qualidade. “Quero quebrar o preconceito que existe porque estamos do outro lado da ponte de Saint-Émilion”, diz Alexandra. Nessa luta, o casal conta há quatro anos com o auxílio do enólogo Jean-Marc Domme, que tem passagens pelos Château Barde-Haut e L’Eglise.

Vinhos exclusivos na importadora Mistral
Vinhos exclusivos na importadora Mistral (Arnaldo Lorençato/Veja SP)

As vinhas, muitas delas quase centenárias, sempre cuidadas manualmente e de maneira sustentável, fornecem a matéria-prima para exemplares notáveis. Dois deles são brancos, o Anthologie de Marjosse Cuvée Hirondelle 2020 (R$ 668,26), elaborado apenas com a uva muscadelle e sem estágio em madeira para garantir frescor, e o Anthologie de Marjosse Cuvée Palombe Bordeaux 2019 (R$ 579,82), um corte com proporções idênticas de sémillon, sauvignon gris e sauvignon blanc.

Os três tintos são monovarietais produzidos apenas com merlot de três vinhedos vizinhos, mas de resultados sutilmente diferentes: Anthologie de Marjosse Cuvée Les Truffiers Bordeaux AoC 2018 (R$ 533,39), Anthologie de Marjosse Cuvée La Charmille Bordeaux AoC 2018 (R$ 441,63) e Anthologie de Marjosse Cuvée Canton du Loup Bordeaux AoC 2018 (R$ 441,63).

Publicado em VEJA São Paulo de 7 de dezembro de 2022, edição nº 2818

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