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Vídeo mostra homem jogando gás tóxico contra pedreiros em prédio

Wilson Moreira da Costa se irritou com o barulho e colocou vida de trabalhadores em risco

Por 17 ago 2020, 11h30 | Atualizado em 17 ago 2020, 13h50
Gás tóxico
 (Reprodução/Veja SP)
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O encarregado de obras Paulo César da Costa escutou um barulho na última segunda-feira (10) vindo de um corredor no prédio em que trabalhava. Era um gás altamente tóxico que foi jogado por Wilson Moreira da Costa, um vizinho que se irritou com o som produzido pelos trabalhadores. O caso aconteceu nos Jardins, em São Paulo.

“Parecia um barulho de spray, quando me deparei, veio aquele cheiro de produto químico”, contou em entrevista ao Fantástico, da Rede Globo. O colega dele, Maurício José da Silva, também sofreu com o gás. “Eu acabei inalando mais produto. E acabou sangrando muito, e acabei vomitando até sangue”, disse.

Câmeras de segurança do prédio mostram o momento em que o Wilson vai até o local com uma lata nas mãos. Ele tenta esconder o objeto e chega a tampar uma das câmeras, mas é filmado por outra.

https://twitter.com/VejaSP/status/1295402588494495745

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Para especialistas, o produto é um forte repelente inseticida que pode causar irritação na pele, vias respiratórios e desencadear graves crises respiratórias e cardíacas que podem levar à morte. 

De acordo com a delegada Zuleika Gonzalez, que coordena a investigação, o gás pode ser ilegal. “A polícia apreendeu um produto, um gás. E seria ilegal. A perícia está analisando para ver do que se trata”, disse.

Wilson Moreira da Costa disse que comprou o produto nos Estados Unidos para defesa pessoal.

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“Comprei um gás de pimenta nos Estados Unidos para defesa pessoal. Bati na porta várias vezes, nenhum pedreiro abriu a porta. Aí, eu joguei o gás embaixo da porta para ver se parava aquela barulheira que estava me deixando maluco. O gás que eu utilizei não era um gás contagioso, nem um gás que produzia qualquer efeito de intoxicação”, diz.

De acordo com os pedreiros, essa foi a terceira vez que o Wilson jogou veneno na obra. “O que eu fiz não foi crime, foi uma atitude em resposta a outra atitude”, defendeu-se Wilson. Ele está sendo investigado pelos crimes de lesão corporal e por colocar a vida e a saúde das pessoas em risco. Ele afirmou que não faria nada diferente se pudesse voltar no tempo.

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