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Quem quer ser um voluntário?

Entre construir casas e passear com cachorros abandonados, saiba como ajudar em ONGs, hospitais e outras instituições

Por Leonam Bernardo 26 abr 2013, 19h30 | Atualizado em 16 Maio 2024, 17h52
Brinquedoteca do Graacc
Brinquedoteca do Graacc (Divulgação/)
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Desde 2011, a estudante de psicologia Marina Faria, de 21 anos, dedica algumas horas da semana a um trabalho que não engorda sua conta bancária no fim do mês — e faz isso sem reclamar, com o maior prazer. “Comecei como voluntária indo direto para uma construção”, conta, referindo-se aos mutirões promovidos pela ONG Um Teto Para Meu País, que une forças para edificar moradias em regiões carentes da capital. “Participo desde 2011 e me identifiquei muito com a causa”, orgulha-se. Atualmente, além de ir a trabalhos em campo, ela também coordena uma equipe na gestão interna do projeto. “O que nos motiva é, de fato, a ação nas comunidades, mas o escritório também precisa de voluntários para funções administrativas.”

Trabalhar como voluntário é, além de uma causa nobre, bastante necessária em inúmeras ONGs e instituições presentes na cidade. Mas antes de embarcar na solidariedade, é importante ponderar sobre as reponsabilidades que serão assumidas — de preferência, a longo prazo. “É preciso que a pessoa pense bem antes de se candidatar. É um trabalho lindo, gratificante, mas demanda disposição”, comenta Marina Cassarino, coordenadora de gestão de voluntários do Graacc. “Nós dispensamos tempo e organização treinando pessoas. É um desperdício quando abandonam o projeto no meio do caminho”, diz.

Além disso, é importante também perceber que, mesmo que o mais bacana num trabalho voluntário seja estar na linha de frente, funções menos ‘glamourosas’ carecem igualmente de auxílio. É o caso da Fundação Dorina Nowill, de apoio aos deficientes visuais. “Todos querem ler para os cegos, e isso é muito bom, mas nós também temos uma grande demanda de trabalho para digitadores da Nota Fiscal Paulista, setor que sempre necessita de mais gente”, explica a coordenadora Raquel Santana. “Basicamente, o candidato precisa ter comprometimento, flexibilidade e espírito de equipe.”

Ficou empolgado em ajudar? Confira abaixo algumas instituições da cidade que contam com a ajuda de terceiros e saiba o que é preciso para ingressar em cada uma delas:

♦ Graacc – ao todo, vinte setores do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer recebem a ajuda de cerca de 400 voluntários. Os recrutamentos de novos ajudantes ocorrem toda última quarta-feira de cada mês, e a participação deve ser agendada com antecedência pelo telefone (11) 5080-8429. Após isso, há um “estágio” de três meses, até que os selecionados assinem o termo de adesão ao trabalho voluntário. É preciso ter disposição e disponibilidade. A carga semanal é de quatro horas, pré-determinadas — sempre às segundas ou terças. Como a área de trabalho com pacientes é sempre a mais procurada, considere se candidatar aos setores administrativos da instituição, que também carecem da ajuda de terceiros.

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♦ Santa Casa –  diversas enfermarias e departamentos do hospital contam com voluntários para dar apoio a pacientes e aos familiares. Podem participar maiores de 18 anos, de ambos os sexos, com ensino médio completo e disponibilidade de pelo menos três horas por semana (de segunda a sexta), das 7h às 16h, dependendo do setor que será visitado. Há também a opção de reforçar o bazar beneficente do hospital, seja na administração, organização, arrecadação, venda ou doação de produtos.

♦ Dorina Nowill – os trabalhos como leitores e revisores braile são dos que mais atraem voluntários na instituição. Outras áreas igualmente importantes, no entanto, carecem de mais ajuda. É o caso dos digitadores da Nota Fiscal Paulista, cuja demanda é imensa, e a área de marketing. Para ingressar na fundação, os interessados — sempre maiores de 18 anos — devem antes participar de duas palestras: uma sobre transformação social, no Centro de Voluntariado de São Paulo, e outra institucional, que trata do trabalho da fundação. Por fim, há ainda uma entrevista individual. Os aprovados precisam se comprometer a pelo menos quatro horas semanais de trabalho.

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Fundação Dorina Nowill
Fundação Dorina Nowill ()

♦ Apae – antes de iniciar o trabalho, o voluntário passa por algumas etapas de capacitação. Primeiro, assiste a palestras e, por último, se submete a uma entrevista que o encaminha para a atividade mais adequada ao seu perfil — entre elas, o ambulatório, a atenção aos pacientes e a cozinha —, em diversas unidades da Apae espalhadas pela capital. Para iniciar o processo, é necessário agendar a participação na palestra Voluntariado e Transformação Social, do Centro de Voluntariado de São Paulo, pelo telefone (11) 3284-7171.

♦ Teto – a organização, também conhecida como Um Teto para Meu País, busca combater a pobreza por meio da construção de moradias de emergência em regiões carentes. No Brasil, mais de 17.000 pessoas já se mobilizaram para a realização de mutirões. A maioria dos voluntários — jovens de até 30 anos — é recrutada em faculdades e universidades. Para participar, é preciso ficar de olho no site e Facebook da instituição, pois nesses canais são divulgadas as datas das ações, que têm vagas limitadas. No último evento, por exemplo, foram recrutados 800 voluntários para a construção de 63 casas. Para quem não tem disponibilidade em dias úteis, a boa notícia é que os mutirões costumam ocorrer sempre nos fins de semana.

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Um Teto Para Meu País
Um Teto Para Meu País ()

♦ Cruz Vermelha – antes de tudo, é preciso passar por um “processo de integração”, realizado em quatro fases: apresentação institucional (com duração de duas horas), responsabilidades do trabalho voluntário, ética e postura (duas horas), áreas de atuação dos voluntários e planejamento (duas horas) e primeiros-socorros básicos _este último com carga horária de oito horas. Após esse processo, o candidato escolhe em qual área pretende atuar, o que implica em mais uma bateria de treinamentos específicos. Os setores disponíveis são grupo de socorro e desastre, promoção à saúde, triagem de doações, programas comunitários, incentivo à doação de sangue e comunicação.

♦ Centro de Zoonose – localizado em Santana, na Zona Norte, o centro conta com voluntários que se disponham a participar da Cãominhada. Todos os domingos, das 10h às 12h, eles são convidados a levar para passear os animias abandonados que vivem no local e esperam por adoção. As inscrições são feitas pelo telefone (11) 3397-8920 ou por e-mail.

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