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Doria confirma volta às aulas presenciais em São Paulo para 7 de outubro

Governo estadual irá priorizar retorno de estudantes do ensino médio; prefeitos têm autonomia para seguir a decisão ou não

Por Redação VEJA São Paulo - 18 set 2020, 16h35

Nesta sexta-feira (18), o governo de São Paulo decidiu manter a previsão de volta às aulas presenciais no estado para o dia 7 de outubro. A reabertura vale para toda a rede de ensino, da educação infantil ao ensino superior, tanto nas redes públicas quanto privadas, com a condição de os prefeitos liberarem o retorno das atividades.

Para a rede estadual, com cerca de 5 000 escolas, a gestão João Doria decidiu que apenas alunos do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) voltem no dia 7 de outubro. A retorno dos estudantes do ensino fundamental dessa rede só deve acontecer em 3 de novembro. As demais escolas têm autonomia para definir quais séries vão priorizar.

“A decisão de começar pelo ensino médio é que essas etapas são as mais afetadas pela evasão escolar, que prejudica especialmente os estudantes mais pobres”, justifica Doria sobre a reabertura.

Apesar de o governo estadual definir as regras para a liberação das atividades escolares, os prefeitos podem adotar medidas mais restritivas se preferirem. Na cidade de São Paulo, o prefeito Bruno Covas escolheu liberar apenas o ensino superior, reforço das escolas e atividades extracurriculares para o retorno das aulas presenciais em outubro.

De acordo com Rossieli Soares, secretário estadual de Educação, a priorização do ensino médio é uma estratégia da rede estadual de ensino, mas as escolas particulares e as redes municipais podem voltar do ensino infantil ao superior se tiverem autorização dos prefeitos.

“O plano apresentado pelo governo do estado não está alterado. Pelo governo, por estarmos há 28 dias no amarelo (do Plano São Paulo), está autorizado a partir do dia 7 de outubro tanto da educação infantil até o ensino superior tudo que foi apresentado. Desde que se respeite a autoridade municipal. Se o município autorizar no âmbito de seu território atividades de volta às aulas, a privada poderá fazer. A segunda parte da apresentação é exclusivamente da estratégia da rede estadual de educação, que é uma autorização para o ensino médio”, afirmou o secretário. 

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Atividades extras

Desde o dia 8 de setembro, o governo estadual já havia autorizado escolas públicas e privadas de regiões que estão há pelo menos 28 dias na fase amarela do Plano São Paulo a reabrir para reforço escolar e atividades complementares. Prefeituras podem escolher se vão adotar ou vetar a medida.

O governo anunciou que será pago adicional aos professores da rede pública que voltarem a trabalhar presencialmente. O ensino à distância deve continuar normalmente.

Em setembro, só foram liberados o reforço escolar e as atividades extracurriculares. Exercícios de educação física podem ser feitos somente se for respeitado o distanciamento de 1,5 metros e de preferência ao ar livre. Continuam proibidos feiras, palestras, reuniões e campeonatos esportivos.

Além dos protocolos de distanciamento, é obrigatório o uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel e as entradas e saídas escalonadas. As escolas estão autorizadas a receber presencialmente 20% do total de alunos em todas as séries por dia. Na merenda, alimentos que não exigem manipulação ou preparo, a merenda seca, serão escolhidos preferencialmente.

A participação dos estudantes de forma presencial não é obrigatória. Alunos que pertencerem ao grupo de risco para Covid-19 não estão autorizados a voltar. Professores e servidores podem voltar se assinarem um termo de responsabilidade.

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