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PM pisa em pescoço de mulher negra já rendida; Doria se manifesta

Vítima foi arrastada pelo asfalto e teve a perna quebrada; policial alega que foi agredido primeiro

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
13 jul 2020, 11h47

Um vídeo mostra um policial militar pisando no pescoço de uma mulher negra de 51 anos durante uma abordagem em Parelheiros, Zona Sul da capital. O PM chegou a tirar um dos pés do chão, colocando todo o peso na perna em que pisava na vítima. O episódio aconteceu em 30 de maio e foi tema de reportagem do Fantástico, da Rede Globo, no último domingo (12).

A mulher, uma viúva com cinco filhos e dois netos, é proprietária de um pequeno comércio no bairro. Na ocasião, bares e restaurantes ainda estavam proibidos de abrir por causa da pandemia de coronavírus, mas o comércio dela estava aberto. Um cliente parou o carro com som alto em frente ao bar, o que incomodou a vizinhança, que chamou a polícia.

De acordo com o relato da mulher, ela pediu que o cliente abaixasse o volume do som. Em seguida, viu o PM agredindo um amigo. Ela pediu que o policial parasse, pois o rapaz já estava desfalecido.

“Eu pedi para o policial pra parar e ele me empurrou na grade do bar, me deu três socos, me deu uma rasteira para me derrubar, ele quebrou minha tíbia”, relata. “Ele ficou pisando no meu pescoço com meu rosto encostado no chão”, disse a vítima. A mulher ainda foi arrastada algemada pelo asfalto até a calçada. Ela conta que desmaiou quatro vezes durante a ação.

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Segundo os PMs, eles foram agredidos e tiveram que reagir contra a comerciante e os amigos dela. No boletim de ocorrência, eles dizem que a mulher utilizou uma barra de ferro para atacá-los. Ela nega.

A mulher foi levada até um hospital com ferimentos pelo corpo e a perna quebrada. Ela chegou a ficar presa durante um dia e, após ser solta, passou por cirurgia na perna e levou 16 pontos.

Inaceitável, diz Doria

João Doria (PSDB), governador de São Paulo, se pronunciou sobre as cenas de violência. De acordo com ele, as imagens “causam repulsa” e é “inaceitável a conduta de alguns policiais”.

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Os dois PMs ficarão afastados durante a apuração do caso. A Secretaria da Segurança Pública diz que não compactua com esse tipo de comportamento.

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