“Chegamos a pensar com que roupinha ele seria enterrado”, lembra pai
Fotógrafo cujo filho de 9 meses ficou na UTI por setenta dias organiza vaquinha para lançar livro infantil que será distribuído gratuitamente em hospitais
Bento, de 1 ano de idade, se provou um guerreiro. Há cerca de três meses, o bebê deu um baita susto em seus pais, o fotógrafo Edu Leporo e a administradora Renata Leporo. Tudo começou com uma gripe que escalou para uma pneumonia bacteriana e, depois, um pulmão paralisado.
Foram duas paradas cardíacas e doze dias de coma induzido. O pequeno ficou longos setenta dias na UTI do Hospital NotreDame, em Guarulhos. Precisou tomar doze antibióticos de uma vez. “Chegamos a pensar com que roupinha ele seria enterrado”, lembra Edu. “Foi terrível. Os médicos diziam que ele estava com tudo de ruim que se encontrava nos livros.”
Ainda assim, o casal não deixou a peteca cair. Sem cabeça para responder as diversas mensagens de WhatsApp que recebia, Edu resolveu contar sobre o desenvolvimento do filho nas redes sociais – com bom humor, de forma leve e sem perder a esperança de cura. “Sempre usava fotos dele rindo, alegre”, lembra. A criança foi apresentando melhoras e ganhou o apelido de “milagrinho”. Aproximadamente um mês atrás, voltou para casa, para ficar junto do irmão gêmeo, Benjamin.
Edu organizou, então, uma vaquinha on-line para lançar um livro infantil que deve ser distribuído gratuitamente em UTIs. A ideia é contar, por meio de ilustrações, a saga de Bento. “Lembro que ficávamos no hospital doze horas direto sem ter o que fazer. Havia dias que não queria comer, só queria chorar e ficar ali”, conta. “Queremos levar carinho para essas famílias que tanto sofrem e mostrar que o Bento foi muito forte.” O valor de 45 200 reais pretende cobrir 1 000 cópias de A Odisseia do Pequeno Bento.





