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Subestimei os brasileiros, diz sul-coreano vencedor da Campus Party

Equipe da Coreia do Sul venceu disputa de game em evento e disputará mundial; técnico Sparks respondeu a cinco perguntas de VEJA SÃO PAULO

Por Redação VEJA SÃO PAULO Atualizado em 5 dez 2016, 16h20 - Publicado em 3 fev 2013, 16h28

Depois de uma semana de palestras, debates, competições de games e internet superveloz, a sexta edição da Campus Party, evento máximo da cultura nerd em São Paulo, encerrou no sábado (2), no Anhembi, com a final do Intel Extrem Masters, campeonato que reúne os melhores jogadores de games do mundo.

Em clima de final de clássico no futebol, centenas de campuseiros vibraram a cada movimento bem executado. Ídolos mundiais do jogo League of Legends, a equipe Incredible Miracle, da Coreia do Sul, venceu os poloneses da Anexis logo nas três primeiras disputas. Eles levaram para casa o troféu e o prêmio de US$ 50 000 e se classificaram para a última etapa do campeonato, que acontecerá em março na feira CeBit, na Alemanha.

VEJA SÃO PAULO conversou rapidamente o técnico da equipe coreana, Sparks, após a vitória para saber qual o segredo do sucesso do grupo que pode se tornar  campeão mundial do game.

VEJA SÃO PAULO — O que você achou da performance da equipe?

Sparks — Ainda não consigo avaliar porque é muito intenso. A gente tem todos os movimentos gravados e agora minha missão é pegar o material e analisar, reavaliar a estratégia.

VEJA SÃO PAULO – O que espera para a final na Alemanha?

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Sparks — A gente não tem outra coisa em mente a não ser ganhar. Não é porque ganhamos essa etapa, que a gente vai relaxar. Os treinos continuam. Jogar com equipes grandes e de outros países ajuda muito também.

VEJA SÃO PAULO — O que você achou da equipe brasileira Keyd? (Na sexta, a equipe nacional venceu a primeira partida da disputa, mas acabou perdendo o jogo).

Sparks — Eu subestimei os brasileiros. Como não vemos equipes brasileiras nos campeonatos, achei seria mais simples. Eles ainda precisam treinar bastante, mas foram bem melhores do que eu esperava.

VEJA SÃO PAULO — Qual sua avaliação da Campus Party?

Sparks — Na Coreia, as competições e eventos como este costumam reunir 200 mil pessoas. É um movimento gigante. Aqui ainda é pequeno se comparado com o que temos lá fora. Mas me surpreendeu a intensidade da torcida. Todo mundo vibra muito. Isso é legal.

VEJA SÃO PAULO — Quantas horas e quantos dias na semana você e a equipe praticam?

Sparks — (Risos) Isso é segredo absoluto! Por questão de estratégia, a gente não revela. Mas se você quer um comparativo, é mais ou menos o tempo que um estudante fica na escola.   

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