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Temperaturas muito baixas podem levar à hipotermia e à morte

Frio intenso reduz fluxo sanguíneo podendo levar a danos respiratórios e cardiológicos; entenda

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 18 Maio 2022, 13h01 - Publicado em 18 Maio 2022, 12h30

É possível literalmente alguém morrer de frio? Sim, embora a morte esteja relacionada a problemas cardiológicos e respiratórios graves provocados pela hipotermia, que é, em síntese, a perda gradativa da temperatura corporal.

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Segundo explica o médico Paulo Rogensky, clínico geral do Hospital Santa Paula, geralmente a temperatura do corpo humano é de 37ºC, que é o patamar necessário para que se mantenham as funções fisiológicas. O problema começa quando o frio é tão intenso que essa temperatura é perdida de forma gradual, no processo de hipotermia. “Perto de 35ºC a gente percebe que o organismo começa a apresentar tremores, os pelos ficam arrepiados, mas não há dificuldade em realizar atividades, já que o raciocínio está normal, embora esteja desconfortável”, explica.

Entre 35ºC e 33ºC os tremores começam a ficar mais intensos, de modo que a pessoa não consegue mais controlar. “O raciocínio fica um pouquinho mais lento, as extremidades ficam arroxeadas e a circulação de sangue fica prejudicada”, diz.

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O especialista explica que a situação se agrava ainda mais quando o organismo chega a 30ºC ou menos do que isso. Se a temperatura corporal cair dessa forma, problemas mais graves podem levar a pessoa à morte. “Parada cardíaca e respiratória são as principais causas de morte no caso de hipotermia”, afirma Rogensky.

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A hipotermia é uma emergência médica.  O desenvolvimento desse problema não é igual para todos por depender de uma série de fatores, que vão desde as condições gerais de saúde de quem é exposto ao frio, se possui doenças crônicas ou não, e quanto tempo ela se expõe ao frio intenso.

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Para todos os casos o método primário para tratamento é o de criar meios para aquecer o corpo e levá-lo à temperatura normal. Muitas vezes as pessoas apresentam hipotermia e nem se dão conta disso, já que resistem a se aquecer ou não têm condições de fazer isso de forma imediata. Além do tremor, sinais como respiração lenta, pulso fraco, falta de coordenação nos movimentos, sonolência e confusão podem também ser sintomas.

As populações mais suscetíveis a terem hipotermia são a de idosos, crianças, pessoas com problemas mentais e que têm hipotireoidismo, anorexia nervosa, diabetes, AVC, entre outros. Além disso, pessoas que tomam medicamentos como antidepressivos, antipsicóticos, analgésicos narcóticos e sedativos podem estar mais propensas a sofrer hipotermia pelo fato dos remédios alterarem a capacidade do corpo de regular a temperatura.

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O uso de álcool e drogas também pode fazer com que vasos sanguíneos se expandam, resultando em uma perda de calor mais rápida da superfície da pele.  É por isso que as pessoas em situação de rua são as mais vulneráveis, já que o uso de álcool predomina nessa população. Um estudo feito com 212 pessoas que apresentaram hipotermia e foram atendidos no serviço de emergência da Santa Casa de São Paulo entre os anos de 1987 e 2001 indicou que a maior parte era constituída de pessoas em situação de rua que sofriam de alcoolismo crônico. Do total, 70,3% dos pacientes apresentavam temperatura central inferior a 32ºC, e em 26,4% dessa amostra, a temperatura era de 28ºC. A mortalidade geral foi de 38,2%, e isso ocorreu, de forma predominante, pelo fato de as pessoas terem doenças associadas tais como desnutrição, processos infecciosos e alcoolismo crônico.

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