Responsável pela marca de geladinhos Sungolé, Bruno Spinardi amplia vendas e portfólio
Marca de geladinhos alcoólicos, sucesso da folia paulistana, espera 40 000 vendas neste ano
Aos 36 anos, o paulistano Bruno Spinardi leva uma vida de contrastes sazonais. Conhecido desde os tempos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP pelo apelido “Sunga”, todo ano ele deixa de lado os projetos e obras durante quatro meses para tocar um negócio carnavalesco. Ele é o nome por trás da Sungolé, marca de geladinhos de cachaça que faz sucesso nos blocos de rua da capital paulista.
O que começou em 2015 como uma solução criativa para financiar uma viagem ao Rio de Janeiro, foi ganhando fama entre os amigos e transformou-se em uma operação que estará presente em cerca de quarenta cortejos da cidade e em outras praças. “Nosso último ano de produção mais artesanal foi em 2020. Agora, temos parceria com uma empresa que envasa geladinhos, muito consolidada no setor, e uma equipe de revendedores. Em 2026, vamos estar também em Florianópolis, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Olinda”, comemora Bruno, que espera vender 40 000 sungolés (a 8 reais a unidade, de sabores como limão, caju e tangerina), 5 000 a mais que no ano passado.
Tamanha popularidade o empresário atribui à relação dos vendedores com o público, que torna o negócio orgânico. “A gente curte. A ideia é que cada um sempre circule por blocos que gosta e já tenha uma relação. Tem consumidores que só compram com um vendedor específico, porque já o conhecem de outros carnavais”, compartilha Douglas Farias, 36, que carrega o isopor em cordões do centro e da Zona Oeste desde 2023.
Neste Carnaval, o empreendimento, que começou a se diversificar na pandemia com a Tortas do Sunga (marca de tortinhas de pote) e o Sunga de Aluguel (que oferece serviços gerais), passa a investir no vestuário. Bruno lançou uma coleção de macaquinhos de suplex em diversas estampas —, à venda pelo e-commerce da marca a 149,90 reais, alguns modelos já estão esgotados —, e em breve aumentará a oferta com peças como bermudas e tops. A depender da animação dos foliões, a marca vai longe.
Publicado em VEJA São Paulo de 6 de janeiro de 2026, edição nº 2981





