Avatar do usuário logado
Usuário

Lei na capital homenageia indigenista e jornalista mortos no Amazonas

Dia Bruno Pereira e Dom Phillips de Defesa da Amazônia e dos Povos Indígenas agora integra calendário oficial da cidade de São Paulo

Por Clayton Freitas 27 abr 2023, 13h37 | Atualizado em 5 jun 2026, 13h30
O indigenista Bruno, de óculos, à esquerda; e, à direita, o jornalista Dom
O indigenista Bruno, de óculos, à esquerda; e, à direita, o jornalista Dom (Reprodução/Veja SP)
Continua após publicidade
Lei na capital homenageia indigenista e jornalista mortos no Amazonas Priorizar nos meus resultados Google

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) sancionou uma lei que homenageia o indigenista Bruno Pereira, de 41 anos, e do jornalista britânico Dom Philips, 57, mortos em junho de 2022 no Amazonas. Agora, o Dia Bruno Pereira e Dom Phillips de Defesa da Amazônia e dos Povos Indígenas integra oficialmente o calendário oficial da cidade de São Paulo. A data será comemorada todo 5 de junho, dia em que os dois desapareceram no Vale do Javari, segundo publicação desta quinta-feira (27) no Diário Oficial da Cidade.

+Vítimas perdem até 10 000 reais no “golpe do buquê de aniversário”

A proposta aprovada em março deste ano é do vereador Toninho Véspoli (PSOL). O texto tramitava desde agosto de 2022 na Câmara dos Vereadores. Segundo o psolista, a capital deve liderar a defesa da Amazônia. “São Paulo, como a maior e mais importante cidade do país, deve se debruçar sobre essa temática. São Paulo deve assumir a dianteira da luta em defesa da Amazônia e dos Povos Indígenas”, informa o texto da justificativa do projeto. Ainda segundo Véspoli, a data é uma forma de promover o debate da questão. “Estabelecer uma data onde faremos memória de Bruno e Dom é não deixar que esse brutal crime seja esquecido. Uma data de calendário é a forma de trazer, anualmente, este debate para o seio da sociedade paulistana. O grito contra os ataques na Amazônia deve ser permanente.”

+Prefeitura fará leilão de carros apreendidos por irregularidades

Continua após a publicidade

Bruno e Dom viajavam juntos para o livro que o jornalista estava produzindo sobre a região. As investigações indicam que eles foram mortos a tiros e seus corpos foram esquartejados, queimados e depois enterrados. Quem indicou o local foi um dos suspeitos presos. Em depoimento à Polícia Federal, ele confessou o envolvimento nos assassinatos.

Eles só foram localizados após dez dias de buscas. A identificação só foi possível depois de restos mortais terem sido recolhidos e levados à Brasília (DF), onde passaram por perícia. Os envolvidos no crime ainda aguardam julgamento.

Continua após a publicidade
Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Fundo verde-escuro com texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. em amarelo e branco. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias e um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com ícone de árvore no canto superior direito
Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 32,90/mês