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Aflições paulistanas: solteirice

Mulheres na faixa dos 30 sofrem com a ansiedade para encontrar um parceiro

Por Daniel Bergamasco Atualizado em 5 dez 2016, 16h59 - Publicado em 4 ago 2012, 00h51

Segundo o IBGE, há 598.000 homens a menos que mulheres na cidade — para corrigir esse desequilíbrio, seria preciso importar toda a população masculina dos municípios de Sorocaba, Bauru e Franca. Mundo injusto para elas, cujas desvantagens ao procurar um parceiro não se limitam às demográficas. “Por terem outras prioridades na faixa dos 20 anos, especialmente na carreira, elas vão deixando para se casar mais tarde. Ao se verem por volta dos 35, começa a angústia, pois têm pouco tempo se quiserem ter filhos e ainda não conheceram alguém legal. O problema é quando, de tão carentes, fazem concessões, como não usar preservativo, ou fingem não perceber que o homem só quer sexo casual”, diz a terapeuta junguiana Denise Gimenez Ramos.

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A empresária Vera Simão, organizadora da feira Casar, a maior do setor de luxo para noivas, costuma testemunhar histórias de casamentos pensados antes mesmo de haver um noivo. “Algumas não têm namorado e vão conferir as novidades sozinhas ou com amigas. Chegam até a colocar o vestido sobre o corpo para ver se cai bem”, conta ela.

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