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Shopping Light passa por obras, ganha novidades, deixa de cobrar por banheiro e quer atrair classe B

Com sede em charmoso edifício no centro, donos do empreendimento querem deixar o negócio nos moldes de outlets do interior paulista

Por Guilherme Queiroz
3 set 2021, 06h00 • Atualizado em 27 Maio 2024, 19h38
O Shopping Light visto de longe, podendo ver o verde do Vale do Anhangabaú e prédios ao fundo
O Shopping Light, vizinho do Vale do Anhangabaú (Shopping Light/Divulgação)
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  • Construído em 1929 como sede da companhia de energia elétrica Light e projetado pelo escritório de Ramos de Azevedo, o shopping homônimo é conhecido por sua bela fachada e por ser vizinho da prefeitura de São Paulo e do Viaduto do Chá. O complexo, centro comercial desde 1999, passa por reformas e deve ganhar nos próximos meses novas lojas, restaurantes e um rooftop repaginado, novidades com investimento na casa dos 10 milhões de reais.

    Adquirido em 2015 pela Gazit, holding israelense, por 140 milhões de reais, os planos para o futuro são transformar o Light no modelo de conjuntos da Rodovia Castello Branco e da Bandeirantes, como o Catarina Fashion Outlet e o Outlet Premium. “Estamos mudando a bandeira e adotando a estratégia de outlet”, diz Luiz Milanello, superintendente do Light.

    Antes voltado para o público da classe C, a estratégia é chamar mais atenção da classe B. “Desde que assumimos, trocamos o mix (de lojas) em quase 80%”, diz o COO da Gazit Brasil, Sergio Koffes. Nos últimos meses, marcas como Fila e Puma desembarcaram por ali, se somando a Nike, Adidas, Tommy Hilfiger, Lacoste e Calvin Klein. No total, são 110 lojas e 48 pontos de quiosques. “Somos um shopping pequeno, de 18 500 metros quadrados de área locável”, diz Milanello, sobre o local que, durante a pandemia, passam cerca de 20 000 pessoas por dia.

    Na repaginação do ambiente, a primeira entrega, já concluída, são 1 200 metros quadrados no terceiro andar, com nove lojas e espaço para dois restaurantes de 110 e 600 metros quadrados. “Cama, mesa e banho, eletroeletrônicos e vestuário”, diz Koffes, sobre os segmentos que devem ocupar os locais ainda vazios.

    Um projeto de um shopping repaginado. Há pessoas caminhando e lojas ao redor
    Mudanças no terceiro andar do Shopping Light, com espaço para novas lojas e restaurantes (Shopping Light/Divulgação)
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    Vista na diagonal de um shopping tem um balcão de uma lanchonete no meio do corredor, pessoas em volta e lojas aos lados
    Mais mudanças no terceiro piso do shopping (Shopping Light/Divulgação)

    No nono pavimento, o rooftop de 2 486 metros quadrados, lar de baladas e shows, terá até o meio de outubro um restaurante e uma repaginação na área de eventos, que passará a receber não apenas badalações noturnas, mas também será locável para eventos empresariais e casamentos, segundo a Gazit.

    O Light, no entanto, não perde suas características clássicas: além da fachada, que não pode ser alterada por causa do tombamento na esfera municipal e estadual, a usual confusão na localização das escadas rolantes continua a mesma. “Não tem hoje cliente que fica perdido no mall, de uma escada para a outra você não vai nem andar 150 metros”, rebate Luiz Milanello, que diz que novas placas sinalizadoras foram adicionadas para tornar o trajeto até a praça de alimentação e, principalmente, a volta dela mais intuitivos.

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    Outra curiosidade, e raridade, é que o uso dos banheiros do Light era pago até o meio do ano passado, nos moldes não de outlets, mas de rodoviárias interioranas. “Isso mudou, não tem mais cobrança no banheiro”, afirma Milanello. Já é um atrativo a mais.

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    Publicado em VEJA São Paulo de 8 de setembro de 2021, edição nº 2754

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