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Sarampo avança 1 034% e prefeitura amplia vacinação

De acordo com informações da Vigilância Sanitária, todas as regiões da cidade estão sujeitas à circulação da doença

Por Estadão Conteúdo 23 jul 2019, 09h20 | Atualizado em 5 set 2025, 23h04
sarampo
Sarampo (Reprodução/ Instagram/Veja SP)
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Entre 17 de junho e esta segunda (22), o número de casos confirmados de sarampo na capital paulista passou de 32 para 363 (avanço de 1.034%), dos quais 70 são autóctones (contraídos no município). Para conter o avanço, a campanha de vacinação de jovens de 15 a 29 anos, público-alvo da ação, será realizada nas escolas e nos batalhões da PM. Empresas que se recusarem a colaborar com as ações de bloqueio podem ser fechadas por 21 dias.

Uma campanha com o público-alvo, que tem menos chance de ter completado o esquema vacinal do sarampo – composto por duas doses, está sendo realizada desde 10 de junho. No entanto, apenas 6% dessa população se vacinou.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) informou que ações para combater “fake news” relacionadas às vacinas – que estariam atrapalhando a imunização – e a capacitação de profissionais com foco na doença também estão sendo realizadas. “Essa questão não envolve só a Secretaria de Saúde. Temos 45 000 alunos na aprendizagem de jovens e adultos. Não é um desafio a ser vencido só pelo poder público, mas envolve a responsabilidade de toda a sociedade.”

Segundo o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, uma campanha de conscientização será feita com os jovens. “É muito importante olhar para o público-alvo, porque temos grande parte desse público e as taxas de sucesso são muito maiores quando há parcerias desse tipo.”

De acordo com o secretário Municipal de Saúde, Edson Aparecido, a meta é vacinar aproximadamente 3 milhões de jovens. “Um caso da doença pode contaminar de 11 a 18 pessoas. Sarampo não é uma gripe, é uma doença que mata.”

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Coordenadora de Vigilância em Saúde, Solange Maria Saboia e Silva disse que há cerca de 800 casos em investigação – avanço de 444%, em relação aos 147 em análise há um mês. A circulação do vírus começou em fevereiro, a partir de casos importados de Israel, Malta e Noruega. “Temos verificados vários surtos de pessoas que trouxeram o vírus e estamos fazendo todos os esforços para evitar epidemia. Temos bairros com maior circulação, mas não existem regiões em que as pessoas não precisam se vacinar. Todas as regiões estão sujeitas à circulação da doença.”

A vacinação já está ocorrendo em parques, no transporte público, em shoppings e também será levada para os batalhões da Polícia Militar. ” Toda a estrutura da instituição estará disponível como ponto de vacinação”, afirma Marcelo Vieira Salles, comandante-geral da PM.

Bloqueio

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As ações de bloqueio, quando há casos suspeitos da doença e a população é vacinada, serão rígidas com estabelecimentos particulares que se negarem a receber as equipes de vacinação. “Vamos fechar por 21 dias se não deixarem vacinar”, diz Aparecido.

Segundo ele, já ocorreu uma situação de uma empresa que se negou a realizar a imunização e, após saber que poderia ser fechada pelo período, permitiu a atuação dos agentes. Neste ano, foram realizadas 1.185 mobilizações dessa natureza.

Ainda de acordo com o secretário, condomínios e empresas que desejarem realizar campanhas de imunização podem também acionar a secretaria e solicitar o trabalho das equipes.

 

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