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São Paulo negocia com China liberação de insumos para vacina

Caso a matéria-prima não seja liberada, o Instituto Butantan não poderá produzir mais doses do imunizante contra a Covid-19

Por Redação VEJA São Paulo 20 jan 2021, 17h39

O governador João Doria (PSDB) disse em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (20) que a direção do escritório comercial de São Paulo em Xangai, na China, está negociando a liberação de insumos para a produção do imunizante CoronaVac. Caso a matéria-prima não seja liberada, o Instituto Butantan não poderá produzir mais doses da vacina contra o novo coronavírus.

O diretor-geral do escritório em território chinês, InvestSP (Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade), José Mario Antunes, afirmou em entrevista coletiva virtual que a negociação está indo “muito bem” e que vem mantendo “contato diário” com autoridades chinesas para liberar os insumos do laboratório Sinovac, parceiro do Butantan na produção do imunizante.

A previsão, de acordo com Dimas Covas, diretor do Butantan, é de que o lote com 5,4 mil litros de matéria-prima chegue da China até o final deste mês e mais 5,6 mil litros até o dia 10 de fevereiro.

Em paralelo, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), participou de uma reunião virtual com o embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, que afirmou que o atraso da liberação dos insumos tem causa técnica, e não política.

“O governo chinês vai trabalhar para acelerar a chegada desses insumos. O diálogo com o governo de São Paulo e o Instituto Butantan vai fazer com que a gente consiga avançar o mais rapidamente possível. A decisão do governo chinês é atender à população brasileira”, disse.

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