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Santa Casa consegue empréstimo de 360 milhões de reais

Em acordo realizado nesta terça (6), Caixa disponibilizou quantia que servirá para "desafogar" o hospital, que vive grave crise fincanceira

Por Veja São Paulo 6 dez 2016, 13h41
Acordo Santa Casa e Caixa
Acordo Santa Casa e Caixa (Divulgação/)
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Depois de mais de ano de espera, a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo assinou um contrato com a Caixa Econômica Federal para receber uma linha de crédito no valor de 360 milhões de reais. O acordo foi realizado nesta terça-feira (6) na presença do governador Geraldo Alckmin e do presidente Michel Temer. Os recursos devem estar sob o poder do hospital em trinta dias. Trata-se de um remédio necessário.

Esse dinheiro servirá para reestruturar e dar um fôlego à atual gestão. Existe uma crise severa na entidade desde 2014, quando seu pronto-socorro chegou a ser fechado. A gestão de José Luiz Setúbal, que assumiu o comando do hospital em julho de 2015, tirou o local da UTI financeira – mas ainda com diversos problemas operacionais. Recentemente, cirurgias não emergenciais foram canceladas e os estoques estão sem diversos tipos de remédios. “Esse empréstimo será fundamental para voltarmos à normalidade”, diz Setúbal. Leia outros trechos da entrevista: 

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Desde que assumiu a Santa Casa, em julho de 2015, o senhor pleiteia esse empréstimo. Por que demorou tanto?

Pedíamos uma linha de crédito para o BNDES. Depois, devido à urgência da situação, a demanda foi transferida para a Caixa. O banco tem um segmento de empréstimo para hospitais. Na verdade, as coisas estavam paradas. Sentamos mesmo para negociar a linha de crédito há dois meses, com a nova gestão do banco, agora presidido por Gilberto Occhi.

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Para que servirá o empréstimo de 360 milhões de reais?

Iremos pagar dívidas com bancos variados, essas com juros maiores, e acertar atrasos com fornecedores. Hoje, pagamos 9 milhões de reais de juros por mês. Esse valor cairá pela metade.

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Qual será o impacto para os pacientes?

Dentro de um mês e meio, queremos voltar à normalidade. Isso significa retomar cirurgias não urgentes que tinham sido adiadas e, também, voltar a ter estoque de remédios.

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O prefeito eleito João Doria quer a Santa Casa dentro do programa Corujão da Saúde, uma de suas principais bandeiras de campanha. O hospital vai participar?

Houve sondagem por parte dele, mas não sentamos para falar. A Santa Casa tem ociosidade em determinadas áreas, como ambulatórios que fecham às 17 horas. Então, sim, é possível participar. Mas a questão fundamental é saber se a prefeitura pode arcar com as despesas. Não temos condições financeiras de gastar dinheiro com esse programa. Se a gestão municipal assumir os gastos, tudo bem. A missão da Santa Casa é ajudar.

 

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