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Sabesp vai usar água do volume morto do Alto Tietê

Captação de mais 100 bilhões de litros do Sistema Cantareira aguarda autorização da Agência Nacional de Águas

Por Redação VEJASAOPAULO.COM Atualizado em 5 dez 2016, 14h16 - Publicado em 22 jul 2014, 14h47

A partir de agosto, o governo estadual começará a usar a água do volume morto de outro sistema hídrico que abastece a capital: o Alto Tietê. O local fornece o líquido para mais de 3 milhões de moradores da Zona Leste da capital. Isso acontece porque, a exemplo do Sistema Cantareira, o Alto Tietê também começa a entrar em colapso e só tem 22% de sua capacidade de 520 bilhões de litros.  

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O sistema é formado por cinco represas: Ponte Nova, Paraitinga, Biritiba-Mirim, Jundiaí e Taiaçupeba. De acordo com a Sabesp, serão retirados 10 bilhões de litros do volume morto da Biritiba-Mirim e outros 15 bilhões de litros da represa Jundiaí, totalizando 25 bilhões de litros. 

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Mais água do Cantareira

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Além disso, o governo pediu autorização à Agência Nacional de Águas (ANA) para captar mais 100 bilhões de litros do volume morto do Sistema Cantareira, que já está sendo usado desde 15 de maio. A ideia inicial era captar 182 bilhões de litros, mas essa quantidade não será suficiente para o abastecimento. 

Ao todo, o Sistema Cantareira tem 981 bilhões de litros – 480 bilhões ficam abaixo do nível normal de captação, por isso chamado de volume morto ou reserva técnica. Até agora, a Sabesp já utilizou 59,5 bilhões de litros desse reservatório. A estimativa é que essa água acabe entre o final de outubro e o início de novembro. 

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Migração entre sistemas

Até o começo de 2014, cerca de 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo eram atendidas pelo Sistema Cantareira. Com a seca, 1,6 milhão de moradores passaram a ser abastecidos pelas represas do Alto Tietê e da Guarapiranga.

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