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Ricardo Nunes diz que empresário quer pagar reforma do Borba Gato

Grupo ateou fogo na polêmica estátua do bandeirante, localizada na Zona Sul de São Paulo

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 26 jul 2021, 16h47 - Publicado em 26 jul 2021, 15h32

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), lamentou o incêndio causado na escultura do bandeirante Borba Gato, em Santo Amaro, Zona Sul, no último sábado (24). Nesta segunda-feira (26), ele afirmou que um empresário entrou em contato com a prefeitura para doar o valor necessário do restauro da obra, mas que ainda não sabe quanto custará o reparo.

O nome do doador não foi revelado. “Não vou falar quem é a pessoa para não propagandear”, explicou Nunes. O prefeito também disse que aguarda relatório do DPH (Departamento de Patrimônio Histórico) para medir os estragos estruturais na estátua e definir os valores para o restauro.

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Nunes lamentou o ocorrido. “Não é fazendo ato de vandalismo que você vai poder discutir questões, mesmo que seja alguma dívida do passado. É preciso ter bastante tranquilidade, respeitar a democracia, tolerância”.

Na tarde de sábado, um grupo autointitulado Revolução Periférica desceu de um caminhão e espalhou pneus na avenida Santo Amaro e em torno do monumento, ateando fogo na obra. Nas redes sociais, um dos integrantes do movimento afirma que Borba Gato contribuiu para o genocídio da população indígena no Brasil. 

A Polícia Civil de São Paulo prendeu na madrugada do domingo (25) um suspeito de ter participado do ato. “As investigações prosseguem para identificar e localizar os demais autores”, disse o órgão.

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