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Promotor ameaça fechar escola estadual em Pinheiros por causa de barulho

Marcos Lúcio Barreto alega que os alunos geram um "insuportável incômodo aos vizinhos"

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 8 out 2020, 12h12 - Publicado em 6 out 2020, 17h28

A direção da escola estadual Godofredo Furtado, em Pinheiros, recebeu uma notificação do Ministério Público em que é informada que um inquérito foi aberto em razão do barulho feito pelos estudantes. Segundo o promotor Marcos Lúcio Barreto, os alunos geram um “insuportável incômodo aos vizinhos”. As informações são do UOL. 

O promotor ameça multar e interditar a escola se “providências imediatas” não forem tomadas e segue dizendo que pode apresentar um processo-crime contra o representante legal da escola.

De acordo com o advogado Ricardo Sayeg, a ameaça feita pelo promotor é inaceitável. “As crianças fazem um barulho normal”, diz. “Gostaria de saber se o mesmo procedimento vai ser adotado contra as escolas particulares”, argumentou em entrevista ao portal. Sayeg é padrinho da escola e assinou, em 2017, um termo de adoção afetiva. Assim, passou a promover ações na instituição. 

O promotor Marcos Lúcio Barreto disse que a poluição sonora precisa ser combatida. “Trata-se de uma pandemia”, afirma. “Imagine quem tem a infelicidade de morar ao lado de uma escola na hora do recreio”. Ele diz que irá procurar os vizinhos, que seriam os autores da reclamação, para saber se o problema foi resolvido. No entanto, moradores criticaram a ação.

Barreto afirmou ainda que a interdição seria a última possibilidade, mas acredita que tudo seja resolvido com uma boa conversa. Posteriormente, falou que jamais chegaria ao ponto de interditar a escola.

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A Godofredo Furtado foi criada em 1925 e funciona em tempo integral na rua João Moura, região nobre da capital. Atende alunos dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º) e do ensino médio.

VEJA São Paulo entrou em contato com a escola. A direção informou que não tem acesso às informações. A secretaria de Educação do estado de São Paulo disse que “está sempre aberta ao diálogo com a comunidade e não aceita nenhuma ideia ou pressão para que a escola seja fechada”.

+ Moradores criticam inquérito que ameaça fechar escola em Pinheiros

A nota continua dizendo que “o fechamento de unidades não condiz com a missão da pasta, de dar acesso à educação e formação dos estudantes. A Seduc-SP, através da direção da EE Godofredo Furtado permanece à disposição para o diálogo e lamenta a posição do promotor”.

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