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Prisão domiciliar de Roger Abdelmassih é revogada

O ex-médico cumpria, em casa, pena de 173 anos por crimes de violência sexual contra pacientes

Por Redação VEJA São Paulo 30 ago 2020, 15h45

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo revogou, após recurso do Ministério Público, o direito à prisão domiciliar concedido em abril para Roger Abdelmassih. O ex-médico de 76 anos cumpria sentença em casa por pertencer ao grupo de risco do coronavírus e alegar problemas cardíacos.

Abdelmassih deverá retornar a Penitenciária II de Trembembé, no interior do estado, para cumprir a sentença de 173 anos em regime fechado por abusar sexualmente de dezenas de pacientes. A decisão da justiça veio após entendimento que o sistema carcerário dispõe de todos os recursos para que o detento possa ser atendido caso haja necessidade.

Além disso, o MP alegou que a unidade prisional do Tremembé não teve nenhuma morte confirmada pela Covid-19 e que a pandemia do coronavírus não justifica o esvaziamento dos cárceres.

Prisão domiciliar já havia sido concedida anteriormente

Em 2017, Abdelmassih recebeu autorização para cumprir a pena em casa após alegar graves problemas cardíacos que não poderiam ser tratados dentro da penitenciária. Mas, em outubro de 2019, a Tribunal de Justiça de São Paulo revogou a decisão após encontrar fraudes nos exames médicos do detento.

Informações do G1.

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