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Prefeito: Olavo Setubal se preocupou em planejar o futuro da metrópole

Sob seu comando, sonolenta máquina administrativa municipal ganhou ânimo novo

Por Daniel Salles 21 jan 2011, 23h46 | Atualizado em 14 Maio 2024, 12h59
Prefeito: Olavo Setubal se preocupou em planejar o futuro da metrópole Priorizar nos meus resultados Google

“São Paulo é uma Suíça cercada de Biafras. O desafio é transformar as Biafras em Suíças.” A frase, que compara regiões da capital com a província da Nigéria castigada por uma guerra civil nos anos 60, era repetida por Olavo Egydio Setubal para resumir a tarefa de governar a maior cidade do país. Mais conhecido por ter comprado um inexpressivo banco de nome Itaú — e tê-lo transformado em uma das maiores instituições financeiras privadas do Brasil —, ele foi prefeito nomeado de São Paulo entre 1975 e 1979. Sob seu comando, a sonolenta máquina administrativa municipal ganhou ânimo novo.

“Setubal tinha o hábito de se reunir com secretários de áreas correlatas, inclusive com integrantes do governo estadual, para tomar decisões conjuntamente”, afirma o urbanista Candido Malta. “Ele foi um dos poucos prefeitos preocupados não apenas em fazer obras, mas em planejar o futuro da metrópole”, diz a arquiteta Marta Dora Grostein, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Responsável pela construção do calçadão do centro e pela nova Praça da Sé, o banqueiro teve frustrado o plano de ser governador — os militares temiam o fortalecimento de um político com tamanho poder econômico. Em 1985, voltou à vida pública como ministro das Relações Exteriores, convidado por Tancredo Neves. Morreu em 2008, aos 85 anos, de insuficiência cardíaca. Os prefeitos Prestes Maia e Faria Lima também foram apontados como bons administradores pelos especialistas consultados. O primeiro, pela elaboração de um plano de circulação de veículos; o segundo, por construir grandes avenidas, como a que seria batizada com seu nome.

+ Veja mais personagens marcantes da cidade

VOTARAM

• Candido Malta, urbanista

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• David Fleischer, cientista político e professor da Universidade de Brasília

• Gilberto de Palma, cientista político e diretor do Instituto Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia

• Jaime Lerner, arquiteto, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná

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• Marco Antonio Villa, historiador e professor do departamento de ciências sociais da UFSCar

• Marta Dora Grostein, arquiteta e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP

 

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