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Polícia prende quadrilha de “surfistas de trem” que roubava cargas no interior de SP

De acordo com a polícia, os criminosos eram investigados desde dezembro do ano passado e causaram prejuízo milionário à empresa responsável pelas cargas

Por Redação VEJA São Paulo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
17 mar 2026, 14h01 •
Flagrante de roubo de carga em trem
Flagrante de roubo de carga em trem (Governo de São Paulo/Divulgação)
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  • O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Pauo, realizou, nesta terça-feira (17), uma operação para prender uma quadrilha especializada no furto de cargas de farelo de soja e açúcar transportadas por trens no interior de São Paulo, na região de Aguaí, com destino ao Porto de Santos. Os criminosos agiram como “surfistas de trem” para roubar a carga — subiam ou entravam nos vagões e subtraiam as cargas.

    De acordo com a polícia, os criminosos eram investigados desde dezembro do ano passado e causaram prejuízo milionário à empresa responsável pelas cargas.

    A operação mobilizou 29 policiais civis e dez viaturas para o cumprimento de quatro mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão. Todas as ordens judiciais foram cumpridas em Aguaí, a 200 quilômetros da capital paulista, entre as regiões de Ribeirão Preto e Campinas. Até a tarde desta terça, três suspeitos foram detidos, e outro segue sendo investigado.

    Durante as diligências, os agentes apreenderam veículos, sacos utilizados no transporte da carga furtada e dois simulacros de arma, além de outros materiais ligados à atuação do bando.

    As investigações tiveram início em dezembro de 2025, após uma denúncia que apontava prejuízos milionários provocados por furtos recorrentes ao longo das linhas férreas.

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    Segundo a apuração, a quadrilha atuava de forma estruturada e em etapas. Parte dos envolvidos acessava os vagões durante o deslocamento dos trens, ensacava a carga e a lançava às margens da linha férrea.

    Em seguida, outros integrantes recolhiam o material com o apoio de veículos e o transportavam até galpões e propriedades rurais da região. Nesses locais, os produtos eram armazenados e “regularizados” para posterior revenda no mercado formal.

    O nome da operação faz referência ao alto valor e à facilidade de escoamento dos produtos furtados. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema criminoso. A operação seguia em andamento ao longo da terça, de acordo com a polícia.

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