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Polícia de São Paulo indicia humorista Leo Lins por piada durante show

Em vídeo, Lins faz sátiras sobre pessoas com Mal de Parkinson e com deficiência auditiva

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 27 Maio 2022, 18h04 - Publicado em 27 Maio 2022, 17h48

O humorista Leo Lins foi indiciado pela polícia paulista nesta sexta-feira (27) após ter feito sátiras durante um de seus shows. Por supostas piadas com pessoas portadoras de Mal de Parkinson e deficiência auditiva, o inquérito aberto na 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência vai averiguar se ele cometeu o crime de discriminação contra pessoa em razão de sua deficiência. Se condenado, a pena é de prisão de um a três anos, além de multa.

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Lins precisou ir até a delegacia, que funciona na Rua Brigadeiro Tobias, na região da Luz, mesmo prédio que abriga o departamento que investiga homicídios, o DHPP.

A polícia não divulgou se alguém fez a representação contra o humorista e não divulgou a data do trecho do vídeo. Entre as falas, ele questiona a dificuldade que uma pessoa com Mal de Parkinson teria se também fosse surda-muda. “E eu fiquei me perguntando se coisas da linguagem falada também acontece na língua de sinais. Por exemplo, um surdo mudo com mal de Parkinson, é considerado gago?”.

Procurado pela VEJA São Paulo, o humorista não foi localizado para comentar o assunto até a conclusão desta reportagem.

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Confira o vídeo abaixo:

Deboche antes, durante e depois

Em suas redes sociais, no banco do carona de um carro, ele também fez piada com o fato de estar se dirigindo até a delegacia. Em seguida, mostrou a fachada do local e usou trecho da música Dias de Luta, Dias de Glória, de Charlie Brown Jr. Na delegacia, fez outra postagem dizendo que no local havia três surdos que pediram para tirar fotos com ele. Ao sair, avisou para os fãs correrem para assistir ao seu show antes que ele fosse preso.

O humorista coleciona uma série de polêmicas. Entre elas, já satirizou o acidente que dizimou o time da Chapecoense, fez piada do Guarujá (e teve show cancelado na cidade) e já foi condenado a indenizar uma cabeleireira após fazer uma “piada” sobre mulher trans.

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