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Ao menos dois dos corpos encontrados em Mogi são de jovens desaparecidos

Corpos foram identificados por impressão digital e tinham marcas feitas balas de calibre 38 e 12. Os outros três passarão por exames de DNA.

Por Veja São Paulo - Atualizado em 27 dez 2016, 15h00 - Publicado em 7 nov 2016, 21h45

A Secretaria Estadual de Segurança Pública confirmou na noite desta segunda (7) que ao menos dois dos cinco cadáveres encontrados em Mogi das Cruzes pertecem aos jovens que desapareceram no Parque São Rafael, Zona Leste, há duas semanas.

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Os corpos foram identificados por impressão digital e tinham marcas feitas balas de calibre 38 e 12, informou o órgão em nota. Os outros três passarão por exames de DNA para confirmar a identidade. Um inquérito foi pela Polícia Militar A Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) segue investigando o caso. A Corregedoria da PM abriu um inquérito que seguirá sob segredo de Justiça.

Leia o comunicado na íntegra:

A SSP informa que dois dos corpos foram identificados como integrantes do grupo que desapareceu na região de Ribeirão Pires pela planilha de impressão digital. Os primeiros exames feitos pelo núcleo de antropologia do IML mostram que eles foram atingidos por balas de calibre 38 e uma de calibre 12. Não foi possível identificar os outros três corpos pelos exames antropológicos e eles serão submetidos a confronto de DNA. O caso segue em investigação pelo DHPP e com IPM instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar. O TJM decretou segredo de Justiça.

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Os corpos foram localizados por um sitiante da zona rural de Mogi das Cruzes. A área fica em uma plantação de eucaliptos na Serra do Mar e é um conhecido local de desova de cadáveres. A PM encontrou os corpos enterrados no fundo de um barranco. Havia cal jogado em cima das covas. No barranco, policiais recolheram uma cápsula de espingarda calibre 12 e nove de pistolas calibre .40, de uso restrito. 

O caso

O desaparecimento dos jovens, com idades entre 16 e 30 anos, aconteceu após um deles ter se queixado para uma amiga, por meio do aplicativo WhatsApp, de uma abordagem policial. Quatro deles iriam para uma festa em um sítio de Ribeirão Pires, de uma menina que um dos amigos havia conhecido pelo Facebook. 

Dos cinco ocupantes, apenas um não tinha passagem pela Fundação Casa. O quinto desaparecido, um homem de 30 anos, havia sido contratado para levar os jovens à festa. Antes de sumirem, eles também usaram o celular para pedir ajuda com o carro, um Santana, que teria quebrado em Mauá. O carro foi localizado, sem as chaves, em Ribeirão, dois dias após os rapazes sumirem.

Um dos rapazes teria sofrido ameaças de parentes de um guarda-civil municipal de Santo André, assassinado cerca de um mês atrás.

(com Estadão Conteúdo)

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