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Polícia apreende 14 000 spinners sem nota fiscal no interior

Caso aconteceu em Iepê, a cerca de 550 quilômetros de São Paulo, na tarde desta terça-feira (27)

Por Ana Luiza Cardoso Atualizado em 28 jun 2017, 18h23 - Publicado em 28 jun 2017, 18h19

Policiais militares rodoviários apreenderam 14 000 fidget spinners – ou hand spinners, como são conhecidos – , vindos do Paraguai sendo transportados por dois veículos na Rodovia Prefeito Jorge Bassil Dower, em Iepê, a cerca de 550 quilômetros de São Paulo, na tarde de terça-feira (27).

O caso aconteceu às 14h30, quando policiais rodoviários deram sinal de parada obrigatória aos condutores de dois Fiat Fiorino de cor branca, com placas do Paraná. Durante a fiscalização, os policiais encontraram o material no compartimento de carga dos veículos sem documentos fiscais.

Segundo a polícia, a ocorrência foi apresentada na Receita Federal em Presidente Prudente. Os autores foram ouvidos e responderão a crime de descaminho em liberdade.

O momento da apreensão: carros vieram do Paraguai Divulgação/Veja SP

Na sexta-feira (23), o Ministério da Justiça e Segurança Pública abriu uma investigação preliminar para apurar supostas irregularidades na comercialização do spinner. O brinquedo virou febre no mundo todo e pode ser encontrado em camelôs na capital a preços que vão de 20 a 50 reais.

A investigação foi aberta devido ao alerta emitido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) sobre o objeto na última terça-feira (20). Segundo o órgão, por se tratar de um brinquedo, o produto só pode ser comercializado com o selo de identificação do Inmetro.

De acordo com o instituto, o objeto é contraindicado para crianças menores de 6 anos. “É preciso estar atento, ainda, aos possíveis riscos que o hand spinner pode oferecer. Um levantamento realizado pelo Inmetro identificou, no exterior, acidentes envolvendo o produto relacionados ao engasgamento com a ingestão de partes pequenas (em especial, dos rolamentos). Nos modelos que são movidos a motor, a preocupação é ainda maior, pois há o risco adicional de se ingerir as baterias”, informa o órgão.

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