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Filho de PM assassinado na véspera do Dia dos Pais nasce em São Paulo

Soldado foi um dos três PMs mortos em troca de tiros com homem que se dizia policial; outro agente também esperava por filhos gêmeos

Por Redação VEJA São Paulo Atualizado em 11 ago 2020, 18h07 - Publicado em 11 ago 2020, 18h04

Após três dias do assassinato do policial militar Victor Rodrigues Pinto da Silva, de 29 anos, seu filho, Samuel Victor, nasceu nesta terça-feira (11). O soldado foi morto na véspera de Dia dos Pais, no último dia 8.

Ele e outros dois policiais abordaram um carro com dois homens. Um deles, Cauê Doretto de Assis, 24 anos, também se dizia policial. Os PMs pediram a arma e a carteira do homem. Ele a entregou e, enquanto os policiais checavam se o suspeito era realmente policial, Cauê sacou outra arma e baleou os três PMs. O crime aconteceu na Avenida Politécnica, no Butantã, Zona Oeste de São Paulo, às 5h da manhã.

Um dos PMs conseguiu atingir Cauê enquanto fugia. Ambos foram socorridos e levados ao pronto-socorro, mas não resistiram aos ferimentos. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que Cauê não era policial civil e que a carteira profissional que carregava era falsa.

Os outros dois PMs que estavam com Victor se chamam Celso Ferreira de Menezes Júnior e José Valdir De Oliveira Júnior, sendo que o último deixa a esposa, atualmente grávida de gêmeos.

O homem que estava no carro junto ao falso policial, Vitor Mendonça, único sobrevivente do tiroteio, foi levado para depor na delegacia. As investigações pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) vão determinar se ele é cúmplice no crime ou apenas testemunha do caso.

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