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PM mata motorista e atira contra criança durante briga de trânsito em SP

O policial foi preso e a criança, de 9 anos, segue internada e tem quadro estável de saúde

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28 jul 2025, 18h30 •
polícia-militar
 (Agência Brasil/Reprodução)
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  • Na tarde deste domingo (27), um policial militar que seguia para o trabalho foi preso em flagrante após matar um mecânico e balear uma criança de nove anos durante uma discussão de trânsito em Mauá, na Grande São Paulo.

    Carro com família

    O confronto ocorreu na Avenida Barão de Mauá e teve início após um acidente envolvendo o carro em que estava o mecânico Clayton Juliano da Silva, de 38 anos, com a família, e a moto do PM Kaio Lopes Raimundo, de 32 anos, que não estava fardado no momento.

    No carro, além de Clayton, atingido com um tiro na nuca e morto na hora, estavam a esposa dele, a sogra e o sobrinho pequeno.

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    Após uma intensa discussão entre os dois, o PM disparou quatro tiros contra o motorista com o carro ainda em movimento. Um deles atingiu a criança, que estava no banco de trás.

    O menino foi socorrido no Hospital Mário Covas, onde permanece internado, e tem quadro estável de saúde. O policial militar foi preso, acusado de homicídio e tentativa de homicídio. A perícia foi acionada para o local do crime.

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    O que diz a esposa da vítima

    Em depoimento na delegacia, Cristiane Maria da Silva, esposa da vítima, contou que o policial estava parado em uma motocicleta azul conversando com o motorista de outro carro. 

    Clayton buzinou para que eles desobstruíssem a via. Eles deram passagem e, metros adiante, o PM na moto tentou ultrapassar o carro da família e encurralar o veículo.

    O motorista, então, gritou e, segundo a mulher, o PM jogou spray de pimenta dentro do carro onde estava a família. Reagindo, o policial atirou quatro vezes com o carro ainda em movimento, segundo a mulher.

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    Um dos tiros atingiu a nuca do mecânico, que morreu no local. O veículo onde estava a família ainda seguiu na contramão e colidiu contra um muro.

    Depoimento do PM

    Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o policial compareceu espontaneamente a uma companhia da corporação e, em seguida, foi levado ao 1º Distrito Policial de Mauá, onde prestou depoimento acompanhado de seu advogado.

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    A Corregedoria da Polícia Militar foi acionada e acompanhou o registro da ocorrência. O agente passou por audiência de custódia e segue preso no Presídio Militar Romão Gomes.

    Em depoimento, Kaio Lopes Raimundo relatou que estava indo para o trabalho quando, ao se aproximar de uma lombada, o carro dirigido por Clayton começou a buzinar insistentemente. O policial, então, deu passagem para o veículo e, ao tentar se reaproximar, foi fechado pelo motorista e a moto acabou atingida pelo carro. Ao cair, bateu a perna, e a moto ficou presa embaixo do carro, com o pedal preso na porta.

    O agente ainda contou que, ao tentar levantar, foi ameaçado de morte pelo motorista. O PM afirmou que atirou em legítima defesa, quando o motorista fez um movimento com a mão, dando a impressão que sacaria uma arma.

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    O policial negou ainda ter disparado spray de pimenta. A polícia não encontrou armas com o mecânico Clayton Juliano.

    Aumento de mortes por policiais

    Enquanto o Brasil registrou queda de 3,1% nas Mortes Decorrentes de Intervenção Policial (MDIP), o estado de São Paulo teve crescimento de 61% nas mortes cometidas por policiais em 2024, segundo a 19ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada na semana passada. O aumento foi o maior dentre todas as 27 unidades da federação.

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