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Especial Pinheiros: um pouco da história e curiosidades do bairro

Quem foi o cardeal Arcoverde e como era a região da Zona Oeste de São Paulo antes da chegada dos bondes

Por Juliene Moretti, Guilherme Queiroz - Atualizado em 24 Jun 2019, 10h52 - Publicado em 21 Jun 2019, 06h00

De índios e bandeirantes

A região onde hoje está Pinheiros começou a ser povoada por volta de 1560, quando indígenas construíram uma aldeia no atual Largo da Batata. Próxima ao Rio Pinheiros, a área servia como porta para a entrada e saída de bandeirantes na vila. O desenvolvimento urbano começou em meados de 1750, após a construção da Igreja Nossa Senhora de Monte Serrat. E depois se intensificou no início do século XX, com a chegada de bondes e do Mercado Municipal de Pinheiros.

500 réis era a multa aplicada em 1584 pela Câmara a quem cortasse uma árvore do chamado Bosque dos Pinheiros. Segundo relatos, a mata, que ficava na região da Rua Paes Leme, era conhecida por abrigar araucárias. O documento que cita a presença da vegetação é usado por historiadores como argumento para explicar a denominação do bairro. Outra hipótese seria a pronúncia errada do nome indígena do Rio Pinheiros, Pi-iêrê, que significa “derramado”, em alusão às cheias do local.

Joaquim Arcoverde Albuquerque Cavalcanti, 1º cardeal do Brasil e da América Latina ACERVO JULIO ABE/Divulgação

Quem foi o cardeal Arcoverde?

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Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti nasceu em Pesqueira, Pernambuco, em 1850. O homenageado da Rua Cardeal Arcoverde, uma das principais de Pinheiros, entrou cedo para a vida religiosa. Aos 13 anos, ingressou em um seminário na Paraíba. Estudou filosofia e teologia em Roma e virou padre aos 24 anos. Ganhou destaque ao ser nomeado bispo auxiliar de São Paulo em 1894. Ficou famoso por ter sido o primeiro cardeal latino-americano, elevado, em 1905, à função de cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, posto que ocupou até sua morte, em 1930.

Publicado em VEJA SÃO PAULO de 26 de junho de 2019, edição nº 2640. 

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