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Passarela desaba na Marginal Tietê e atinge quatro veículos

Veja imagem de dentro do ônibus atingido

Por Redação VEJA São Paulo - Atualizado em 14 Nov 2019, 22h54 - Publicado em 14 Nov 2019, 19h32

Uma passarela desabou na Marginal Tietê no início da noite desta quinta-feira (14), véspera de feriado, e atingiu quatro veículos no sentido Rodovia Castello Branco. Um ônibus, dois caminhões e um carro. Todas as pistas foram interditadas, e por volta das 19h30, a lentidão no sentido interior chegava aos 13,8 quilômetros.

O acidente ocorreu próximo a uma das alças de acesso à rodovia dos Bandeirantes. A estrutura provisória, metálica, fazia parte da obra de um viaduto. Segundo os bombeiros, duas pessoas tiveram escoriações leves e sem gravidade, e foram encaminhadas para Unidade de Pronto Atendimento em Pirituba. Quatro viaturas da corporação e 20 bombeiros foram enviados para a ocorrência.

Estrutura metálica atingiu veículos e paralisou pistas da Marginal Tietê Arquivo pessoal/Veja SP

A reportagem da Vejinha está no local e conversou com Ariane Cristine, de 18 anos. A passageira viajava dentro de um dos veículos atingidos pela estrutura: um ônibus da Viação Lira, que havia saído do Terminal Rodoviário do Tietê e seguia para a cidade de Capivari, no interior do estado. “Estava chovendo muito e de repente uma viga atravessou o teto do ônibus”, conta.

Letícia de Araujo Gil, 16 anos, também estava no mesmo ônibus e conta que os passageiros passaram por momentos de desespero até as autoridades chegarem ao local. “Começou a cair muita água do teto”, lembra ela.

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“O motorista não abriu a porta, ficou com medo da estrutura desabar ainda mais. Ficamos entre 20 e 30 minutos esperando os bombeiros tirarem a gente de lá”, finaliza Letícia, que afirma que não houveram feridos no ônibus.

A viga que atravessou o teto do ônibus onde estava Ariane Cristine Arquivo pessoal/Veja SP

 

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O acidente ocorre um ano após a queda de um viaduto na Marginal Pinheiros, ao lado do Parque Villa Lobos, no Jaguaré. O caso ocorreu no dia 15 de novembro de 2018, durante a madrugada. Na época, o viaduto cedeu cerca de 2 metros e escancarou o péssimo estado no qual estavam as pontes paulistanas — não havia manutenção nem vistorias rotineiras. Após o ocorrido, a gestão de Bruno Covas afirmou ter revertido o caso e realizado análises em 126 pontes e investido a monta de 37,9 milhões de reais em manutenção.

 

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