Clique e assine por apenas 6,90/mês

Parque na Zona Sul tem casa tombada que pertenceu a arquiteto polonês

A residência de Lucjan Korngold também abrigou a Cinemateca nos anos 80

Por Rafaela Bonilla - Atualizado em 10 jan 2020, 11h51 - Publicado em 10 jan 2020, 06h00

A menos de 500 metros da estação Conceição do metrô, no bairro do Jabaquara, na Zona Sul, uma área verde dá outro colorido à região cheia de prédios. Criado no início dos anos 80, o Parque Lina e Paulo Raia conta com três casinhas anteriores à entidade, tombadas em 2018. O imóvel de número 2, com seus janelões e um único andar, passou por reforma do arquiteto polonês Lucjan Korngold (1897-1963) nos anos 50. Dono da residência nessa época, o profissional buscou refúgio por aqui na II Guerra Mundial e se consagrou no Brasil por suas obras modernistas, como o prédio CBI Esplanada, arranha-céu de 33 andares no Vale do Anhangabaú.

Em meados da década de 80, a Cinemateca Brasileira promoveu atividades em duas das construções do parque. Hoje, o trio de imóveis abriga a Escola Municipal de Iniciação Artística (Emia), que, no início, funcionava apenas na casa 3. Com quase quarenta anos de atuação, trata-se de uma instituição pública que oferece atividades de dança, música, teatro e artes visuais a crianças de 5 a 13 anos.

0Publicado em VEJA SÃO PAULO de 15 de janeiro de 2020, edição nº 2669.

Publicidade