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Os animais que ninguém vê

Uma fauna paralela habita o parque: tem morcego, gambá, veado...

Por Júlia Gouveia, Juliana Deodoro e Mariana Oliveira Atualizado em 1 jun 2017, 17h16 - Publicado em 16 ago 2014, 00h00

Os patos e os cisnes do lago, todo mundo sabe que eles estão lá. Mas e os gambas que circulam pelo parque à noite em busca de comida? E os animais silvestres que recebem socorro veterinário no Depave 3? Mansinhos ou bravos, veja os outros bichos do Ibirapuera:

 

ANIMAIS “SECRETOS”

 

Há uma fauna paralela no complexo, perto do portão 7A, entre os muros do Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depave 3). Ali ficam animais silvestres acidentados na cidade, levados pela polícia ambiental e pela população. Atualmente, há cerca de 600 animais em tratamento, como um filhote de veado que foi acuado por cachorros. A lista de antigos hóspedes inclui até onça e pinguim.

CEMITÉRIO PET

cemitério pet ibirapuera 2387
cemitério pet ibirapuera 2387

Quem corre pela pista de cooper perto do portão 5 dificilmente imagina que ali havia um cemitério de animais no passado. Aos curiosos: ainda é possível ver, nos arredores dos banheiros, as únicas peças remanescentes do período: uma cruz e uma lápide em forma de pirâmide, de 1946, em homenagem ao cãozinho Pinguim. De 1918 a 1972, a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa) teve sua sede no terreno. No local, a ONG, pioneira no país, mantinha clínica veterinária, canis e gatis, além de um espaço para enterrar os bichinhos. Na década de 70, a instituição, atuante até hoje, foi transferida para o bairro do Canindé.

A ARANHA DE MILHÕES DE DÓLARES

aranha ibirapuera 2387
aranha ibirapuera 2387

A famosa escultura do inseto exposta no Museu de Arte Moderna (MAM) faz parte de uma série de seis peças idênticas da artista Louise Bourgeois, todas de 3,38 metros de altura. Em 2011, um dos exemplares foi vendido em leilão por 10,7 milhões de dólares, o maior valor pago pela obra de uma mulher até então.

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O BOTE DA JIBOIA

Em 2011, um frequentador encontrou uma jiboia “mansinha” perto das jabuticabeiras. Enrolou o bicho no pescoço e o levou aos técnicos, que logo descobriram: o “bom temperamento” era inanição.

NA CALADA DA NOITE

Fora os morcegos, os gambás são os mamíferos mais numerosos por lá, mas é provável que você nunca tenha se deparado com um deles. Assim como os dentuços voadores, os bichinhos fedorentos têm hábitos noturnos.

PREDADOR NATURAL: A MÁ EDUCAÇÃO

Alguns pássaros ficam com o bico preso no lacre das tampas de garrafas plásticas espalhadas e outros têm as asas cortadas por linhas de pipa — quando isso acontece, o animal precisa ser sacrificado.

NÃO FOI JENIPAPO

Outra ocorrência: um pato morreu engasgado por uma camisinha.

SALVEM OS URUBUS

Bienal - urubus - Nuno Ramos
Bienal – urubus – Nuno Ramos

Em 2010, uma instalação de Nuno Ramos na Bienal foi depredada por ativistas que queriam a libertação dos três urubus (vivos!) da obra.

 

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